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Quase três milhões de chilenos iniciam segundo saque de fundos de pensão

Longa fila em frente a uma agência do escritório de Administradores dos Fundos de Pensão para iniciar o processo de retirada de até 10% de seus depósitos, em 13 de agosto de 2020, em Santiago do Chile afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2020 - 20:45
(AFP)

Com quase três milhões de solicitações on-line, teve início nesta quinta-feira (10), no Chile, o processo para acessar um segundo saque parcial de fundos de pensão privados, aprovado pelo Congresso para mitigar os efeitos da crise econômica gerada pela pandemia.

Até o meio-dia, as Administradoras de Fundos de Pensão (AFP) registravam "um total de 2.793.101 solicitações apresentadas de forma exitosa", um milhão a mais do que no primeiro dia do primeiro saque, há quatro meses, explicou à imprensa Fernando Larraín, gerente geral das AFP, em um balanço preliminar.

Isto reflete "o alto interesse dos afiliados em retirar parte de suas economias provisórias e que o trâmite digital está funcionando bem", afirmou Larraín.

Longas filas também foram vistas nos arredores dos escritórios das Administradoras, aonde concorreram sobretudo trabalhadores estrangeiros e pessoas que dizem não saber como fazer o trâmite pela internet.

O Congresso chileno aprovou há uma semana esta nova antecipação de até 10% dos fundos de pensão após uma petição de legisladores da oposição, após esgotadas as ajudas fiscais para enfrentar a crise econômica resultante do novo coronavírus.

O anterior, aprovado em julho, foi sacado por quase 10 milhões de afiliados das AFP, que no conjunto retiraram cerca de 18 bilhões de dólares.

A injeção de liquidez resultante desta operação impulsionou fortemente o consumo privado.

O impacto do segundo saque "será menor que o do primeiro", pois "a queda de receita provocada pela pandemia já teria sido mais do que compensada pelas medidas prévias, e porque os recursos que poderiam ser retirados se concentram nas faixas de renda mais elevadas, que têm menos incentivos ou menor necessidade de usá-los para o consumo", explicou na quarta-feira Mario Marcel, presidente do Banco Central, ao apresentar o último informe de Política Monetária do ano.

Segundo cálculos do governo, com este novo saque, cerca de 4,2 milhões de afiliados das AFP - quase um terço do total - ficarão com suas contas de poupança zeradas.

Assim como da outra vez, o saque máximo é de cerca de 5.600 dólares. A lei estabelece que metade do montante deve ser depositada no prazo de dez dias úteis após a solicitação, e a outra metade nos dez dias seguintes.

Apesar da diferença do primeiro, desta vez se estabelece a obrigatoriedade de pagar impostos pelo montante sacado aos trabalhadores que ganharem mais de 2.000 dólares mensais.

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