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O ministro de Defesa colombiano Juan Carlos Pinzón, em Washington, DC, no dia 30 de janeiro de 2015

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Uma grande operação na Colômbia contra a mineração ilegal atribuída à guerrilha das Farc resultou na detenção de 59 pessoas, entre elas quatro brasileiros, informaram as autoridades nesta segunda-feira.

"Este passa a ser o mais duro e contundente golpe, em mais de uma década, quem sabe um dos mais fortes da história, contra a mineração ilegal e criminosa", disse o ministro de Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzón, ao revelar os resultados da operação "Anastomus", realizada na semana passada no sudeste e no leste do país.

Segundo as autoridades, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal guerrilha do país e desde novembro de 2012 em negociações de paz com o governo para pôr fim a mais de 50 anos de conflito armado, se financiam parcialmente com extrações de minério ilegais na selva.

"Esta operação impediu que chegassem à organização terrorista Farc cerca de 20 bilhões de pesos (cerca de oito milhões de dólares) por mês", afirmou Pinzón em coletiva de imprensa.

As atividades conjuntas, em que participaram 600 pessoas, entre militares e civis, interviram em 63 minas. Cinquenta e nove pessoas foram detidas, entre elas quatro brasileiros e um venezuelano, conforme uma fonte militar que pediu anonimato informou à AFP.

"Dentro dos delitos imputados aos 59 capturados, entre eles 12 das Farc, estão invasão de área protegida, porte ilegal de armas de fogo, dano de recursos naturais agravado, contaminação ambiental por exploração ilícita de minas", afirmou o ministério da Defesa em comunicado.

Como "delitos conexos", o texto acrescentou "tráfico de pessoas, recrutamento ilícito de menores de idade, extorsão e narcotráfico".

A operação aconteceu na região geográfica conhecida localmente como o Escudo de Guayanés, na fronteira com a Venezuela e com Brasil.

AFP