Navigation

Quatro pessoas morreram na Venezuela em distúrbios por bloqueio de ajuda

Manifestantes atiram pedras em membros da Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela, que montam guarda na fronteira com o Brasil, em Pacaraima, Roraima, 24 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. fevereiro 2019 - 17:58
(AFP)

Quatro pessoas morreram na área de fronteira da Venezuela com o Brasil durante tumultos intensos no fim de semana pelo bloqueio da ajuda internacional, informou a ONG Fórum Penal, que também reportou 58 feridos a bala em todo o país.

Os mortos, uma mulher e três homens, pertencem ao grupo étnico indígena Pemón, que vive no estado de Bolívar (sul). Todos foram atacados com armas de fogo em eventos envolvendo militares e grupos de civis armados relacionados ao governo, disse a ONG, uma crítica do governo.

Alfredo Romero, diretor do Fórum Penal, afirmou em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira que foi "um ataque muito específico e muito sério aos povos indígenas", evocando que essas comunidades originárias têm "proteção especial em tratados internacionais".

Durante o fim de semana, as cidades de Santa Elena de Uairén, perto do Brasil, e Ureña e San Antonio del Táchira, na fronteira com a Colômbia, foram palco de intensos distúrbios após o fechamento das fronteiras ordenado pelo governo de Nicolás Maduro para evitar a entrada da ajuda internacional na Venezuela.

Em seu relatório, a Fórum Penal destacou o grande número de feridos. "Ficamos impressionados com o número significativo de feridos a bala", disse Romero.

"Houve pessoas que foram feridas por quatro a cinco disparos. Apenas em Santa Elena de Uairén havia 26 ferimentos de bala e em San Antonio del Táchira 15. O total nacional é de 58 feridos por bala. No hospital de Boa Vista há 20 venezuelanos feridos, dos quais 19 a bala", acrescentou Romero.

O Fórum Penal informou que na área da fronteira com o Brasil há nove pessoas desaparecidas.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.