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Donald Trump, no dia 7 de junho de 2017

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O presidente americano, Donald Trump, lançou uma advertência ao Irã, nesta quarta-feira (7), depois dos letais ataques cometidos em Teerã, afirmando que, quem apoia o terrorismo, expõe-se a ser sua "vítima".

"Ressaltamos que os Estados que apoiam o terrorismo se arriscam a se tornarem vítimas do mal que promovem", afirmou Trump em um breve comunicado, acrescentando, porém, que reza pelas "vítimas inocentes" dos ataques em Teerã.

Com pelo menos 13 mortos, a autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Em uma primeira reação oficial, o presidente iraniano, Hassan Rohani, pediu "unidade e cooperação regional e internacional" contra o "terrorismo", em um comunicado publicado no "site" da Presidência.

Rohani não citou Arábia Saudita e Estados Unidos diretamente, como fizeram os Guardiães da Revolução (o Exército de elite iraniano), que denunciou o "envolvimento" desses dois países nos atentados.

Mais cedo, com um tom mais suave do que o que seria adotado por Trump, o Departamento de Estado americano manifestou suas "condolências".

"A depravação do terrorismo não tem lugar em um mundo pacífico e civilizado", disse a porta-voz da pasta, Heather Nauert, em uma nota.

Estados Unidos e Irã mantêm cortadas suas relações diplomáticas. A aproximação iniciada pelo ex-presidente Barack Obama, signatário de um acordo sobre o programa nuclear de Teerã, foi congelado após a posse de Trump. O novo governo também impôs novas sanções ao país.

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