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Rússia adota sanções contra 12 militares americanos

A Rússia decidiu nesta sábado impor sanções contra 12 soldados americanos que são, segundo ela, culpados de tortura nas prisões de Guantánamo e Abu Ghraib, em resposta a novas sanções contra a Rússia por Washington na quarta-feira afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 19. julho 2014 - 14:58
(AFP)

A Rússia decidiu nesta sábado impor sanções contra 12 soldados americanos que são, segundo ela, culpados de tortura nas prisões de Guantánamo e Abu Ghraib, em resposta a novas sanções contra a Rússia por Washington na quarta-feira.

O ministério russo das Relações Exteriores publicou em seu site uma lista de 12 nomes de soldados americanos, incluindo o comandante das forças americanas estacionadas no enclave de Guantánamo e de um juiz que negou o pedido de um preso para que parassem a alimentação forçada durante o mês de jejum do Ramadã.

Estas 12 pessoas estão, portanto, proibidas de entrar em território russo.

A prisão americana em Guantánamo, em um enclave da ilha de Cuba, é famosa por abrigar, há mais de 12 anos, suspeitos de terrorismo, muitos deles sem acusação ou julgamento.

A lista do ministério russo também inclui soldados que serviram na prisão americana de Abu Ghraib, no Iraque, onde os detidos foram sujeitos a tortura e maus-tratos.

A Rússia já havia publicado uma "lista de Guantánamo" inicial de 18 nomes no ano passado, em resposta à aprovação pelo Congresso americano de uma "lista Magnitsky", o nome do advogado Sergei Magnitsky morto em uma prisão de Moscou, por falta de cuidados médicos.

Washington decidiu na quarta-feira reforçar suas sanções contra a Rússia pelo seu papel na crise ucraniana, especialmente contra a gigante petrolífera russa Rosneft.

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