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Rússia afirma que fará 'o possível' para entregar vacinas anticovid à Guatemala

Imagem cedida pelo Ministério da Saúde da Guatemala mostra um lote de 200.000 vacinas russas Sputnik-V contra covid-19, no Aeroporto Internacional Aurora, na Cidade da Guatemala, em 3 de julho de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. julho 2021 - 16:43
(AFP)

A Rússia fará "o possível" para entregar as vacinas anticovid Sputnik V compradas pela Guatemala, disse nesta quarta-feira (7) o embaixador russo no país centro-americano, confirmando que as partes estão renegociando o contrato, devido ao atraso nos envios.

“Gostaria de assegurar que a Embaixada da Rússia fará todo o possível para facilitar e promover contatos diretos e operacionais entre as autoridades guatemaltecas responsáveis e o FRID, a fim de encontrar soluções mutuamente aceitáveis para o fornecimento da vacina russa à Guatemala”, disse o embaixador Vladimir Vinokurov.

Por meio das redes sociais, o diplomata admitiu que atuam como intermediários para a renegociação do acordo inicial de 16 milhões de doses da vacina entre o Fundo Russo de Investimento Direto (FRID) e o governo do presidente Alejandro Giammattei.

“No momento, ambas as partes estão negociando a revisão do contrato e a busca de soluções mutuamente aceitáveis”, afirmou.

“Em relação aos embarques da vacina Sputnik V para a Guatemala durante os meses de maio a junho, houve complicações derivadas da situação global do coronavírus devido ao surgimento de novas cepas mais perigosas e mortais. Isso causou uma escassez de vacinas a nível mundial”, justificou o diplomata.

Há uma semana, a ministra da Saúde da Guatemala, Amelia Flores, informou que considerava pedir ao FRID a devolução de quase 79,6 milhões de dólares pagos por 8 milhões de doses, metade do contrato, caso o país não cumprisse a entrega do imunizante a tempo.

“Nossa proposta [para a Rússia] é que o que pagamos até hoje se converta em 100% do contrato”, declarou Flores sobre as opções de renegociação que estavam avaliando antes de chegar à devolução do pagamento, ou seja, fechar a operação em 8 milhões de doses e não mais nas 16 milhões iniciais.

Depois da polêmica, no último sábado a Guatemala recebeu 200 mil doses da vacina russa e espera-se que um lote semelhante chegue nos próximos dias, embora não haja previsão de envios futuros. Antes dessa entrega, o país havia recebido 150 mil doses.

A compra das vacinas russas atraiu críticas e o vice-presidente Guillermo Castillo - que teve desentendimentos abertos com Giammattei sobre os rumos do governo - pediu uma investigação do contrato.

A Guatemala, com cerca de 17 milhões de habitantes, somava 308.273 casos e 9.573 mortes por covid-19 nesta quarta-feira.

A vacinação, que começou em fevereiro, avança lentamente e até agora foram aplicadas apenas 992.483 doses de imunizantes de diferentes laboratórios.

Apenas 170.409 pessoas receberam as duas doses.

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