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O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura (E), e o mediador russo Alexander Lavrentiev, participam das negociações de paz sobre a Síria, em Astana, em 4 de maio de 2017

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Os aviões da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos não poderão operar nas zonas de segurança na Síria, afirmou o governo russo.

"As operações da aviação nas zonas de segurança, em particular as das forças da coalizão internacional, não estão em absoluto previstas. Com ou sem advertências prévias. O assunto está encerrado", declarou o enviado especial do presidente russo Vladimir Putin para a Síria, Alexander Lavrentiev.

"As únicas operações realizadas por aviões da coalizão poderão ser as executadas contra alvos do Estado Islâmico" (EI), completou, de acordo com a agência Ria Novosti.

Rússia e Irã, aliados do regime sírio, e Turquia, que apoia os rebeldes, assinaram na quinta-feira em Astana um memorando sobre a instauração de zonas de segurança na Síria, com o objetivo de impor uma trégua duradoura em várias regiões.

Os territórios também devem contar com zonas de exclusão aérea, mas "com a condição de que não exista aconteça nenhuma atividade militar" neles, segundo o governo russo.

A luta contra as "organizações terroristas", como o grupo EI e a Frente Fateh al-Sham, ex-braço da Al-Qaeda na Síria, prosseguirá, apesar da eventual adoção destas zonas.

O governo dos Estados Unidos saudou com muita prudência o acordo e afirmou em um comunicado "apoiar qualquer esforço que possa reduzir realmente a violência na Síria".

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