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Rússia envia bombardeiros à Venezuela para exercícios militares

Ministro venezuelano de Defesa, Vladimir Padrino, a bordo de um Tupolev Tu-160 russo no Aeroporto Internacional de Maiquetía, na região de Caracas, em 10 de dezembro de 2018. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2018 - 20:48
(AFP)

A Rússia enviou dois bombardeios Tu-160, um avião de transporte An-124 e um avião de passageiros Il-62 para participar de manobras militares na Venezuela, cujo governo denuncia constantemente planos dos Estados Unidos para derrubar o regime "socialista" do presidente Nicolás Maduro.

Cinco dias após um encontro em Moscou entre os presidentes Nicolás Maduro e Vladimir Putin, as quatro aeronaves pousaram no Aeroporto de Maiquetía, na região de Caracas, para exercícios conjuntos cuja duração não foi precisada.

O ministro venezuelano da Defesa, general Vladimir Padrino López, declarou que as manobras visam a garantir a defesa do seu país diante de ameaças externas.

"Devemos dizer ao povo da Venezuela e ao mundo inteiro que assim como estamos cooperando em diversas áreas de desenvolvimento para ambos os povos, também estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último palmo quando for necessário", disse Padrino, ao receber uma centena de pilotos e pessoal russo.

"Vamos fazer isto com nossos amigos porque temos amigos no mundo que defendem as relações respeitosas de equilíbrio, de equilíbrio entre os Estados", acrescentou.

Padrino lembrou que estas aeronaves já estiveram na Venezuela em 2013, mas que agora se trada de uma nova experiência.

O general não detalhou quanto tempo os exercícios vão durar, os quais definiu como "intercâmbios de voos operacionais (...) para elevar o nível de 'interoperacionalidade' dos sistemas de defesa aeroespacial" dos dois países.

No aeroporto internacional de Maiquetía, Padrino destacou que as manobras se enquadram na cooperação binacional, como parte da qual a Rússia vendeu à Venezuela centenas de milhões de dólares em equipamento militar nos últimos anos.

"Que ninguém no mundo tema a presença destes aviões logísticos caça-bombardeiros estratégicos que han chegaram a território venezuelano, nós somos construtores da paz e não da guerra", disse.

O general Serguei Ivanovich Kobulash, comandante de aeronaves de longo percurso das forças aeroespaciais da Rússia, declarou que o resultado esperado "é um intercâmbio profundo de experiencias dos pilotos e do pessoal técnico".

Padrino recordou que outros países da região criaram "desequilíbrios políticos e militares" diante dos quais o governo venezuelano não pode ficar de braços cruzados, em referência à vizinha Colômbia, que Caracas acusa de abrigar bases militares americanas.

No domingo, Maduro denunciou que Washington - que o chama de "ditador" - colocou em andamento um plano para derrubá-lo, com o apoio da Colômbia.

No final de 2016, a Venezuela comprou 24 caças Sukhoi 30 russos e acertou a aquisição de 53 helicópteros MI-24 e de 100 mil fuzis Kalashnikov, entre outros equipamentos.

Caracas também adquiriu da Rússia mísseis Top-MI.

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