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Rússia não utilizará mais seu robô Fedor em missões espaciais

O robô russo Skybot F-850, conhecido como Fedor, em 26 de julho de 2019 no cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. setembro 2019 - 21:28
(AFP)

Fedor, o primeiro robô humanoide russo enviado ao espaço, não será mais utilizado em futuras missões, e será substituído por um sucessor de modelo mais apropriado, anunciaram nesta quarta-feira (11) seus criadores.

"Não voará mais, já não tem mais nada para fazer aqui em cima, cumpriu sua missão", apontou a agência oficial de imprensa Ria Novosti, Evgueni Dudorov, chefe da equipe que desenvolveu Fedor.

O robô voltou à Terra no início de setembro após passar mais de uma semana a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

Segundo os cientistas, o robô antropomórfico, que mede 1,80 metro e pesa 160 kg, não pode substituir os cosmonautas em missões consideradas perigosas, como é o caso das caminhadas espaciais.

Fedor, acrônimo de Final Experimental Demonstration Object Research, é capaz de reproduzir movimentos humanos e pode ser controlado remotamente. Mas não pode se deslocar em condições de microgravidade e suas longas pernas se revelaram inúteis a bordo da ISS.

Segundo Dudorov, os engenheiros russos já estão desenhando seu substituto, que "deverá responder às exigências de trabalho fora da estação".

A agência espacial russa Roskosmos espera poder utilizar a robótica em operações delicadas, como as caminhadas fora da ISS e, eventualmente, para "conquistar o espaço distante".

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