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Rússia nega declarações da Colômbia sobre suposto apoio militar à Venezuela

O governo colombiano acusou Moscou de interferência militar em sua fronteira com a Venezuela afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. fevereiro 2022 - 17:55
(AFP)

A Rússia rejeitou nesta sexta-feira (4) as declarações "irresponsáveis" do governo colombiano, que a acusa de apoiar militarmente a Venezuela na conflituosa fronteira comum.

A embaixada russa em Bogotá expressou sua "perplexidade" diante das acusações e lamentou que o governo colombiano tenha feito repetidas "tentativas infundadas de acusar a Federação Russa" de "suposta interferência nos assuntos internos da Colômbia".

Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, disse que a Rússia está envolvida em uma tentativa de "interferência estrangeira" em sua fronteira com a Venezuela.

"Sabemos que foram mobilizados para a fronteira alguns homens e unidades militares das forças militares bolivarianas com o apoio e a força técnica da Rússia", denunciou o ministro em coletiva de imprensa, citando fontes de inteligência.

A embaixada russa descreveu essas declarações como "irresponsáveis". Molano, "em sua busca incansável por inimigos fictícios", utilizou informações "sem qualquer comprovação", acrescenta o comunicado.

Após saber da reação, o presidente colombiano, Iván Duque, convidou a embaixada para uma “conversa franca” para “entender qual é o alcance e o objetivo” de sua “presença militar” em solo venezuelano.

Em maio de 2021, em meio a um movimento sem precedentes de protestos antigovernamentais, a Colômbia culpou a Rússia por estar ligada a ciberataques contra páginas oficiais. Na ocasião, a embaixada russa manifestou sua surpresa com as acusações "totalmente infundadas".

A fronteira entre a Colômbia e a Venezuela é cenário de um violento conflito entre os guerrilheiros do ELN e dissidentes das Farc que não aderiram ao acordo de paz de 2016.

Os confrontos, que ocorrem principalmente no departamento de Arauca, se intensificaram desde os primeiros dias de 2022. De acordo com a Defensoria Pública, pelo menos 66 pessoas morreram em janeiro e mais de 1.200 foram deslocadas ao fugir da violência.

O governo de Duque tem acusado repetidamente o presidente venezuelano Nicolás Maduro de proteger os grupos rebeldes, o que o chavismo nega.

Por ordem do presidente, as forças militares colombianas mobilizaram cerca de 1.300 soldados, que se uniram aos mais de 5.600 homens e mulheres que já operavam na área.

Bogotá, um dos principais aliados dos Estados Unidos no continente, e Caracas romperam relações diplomáticas logo após a chegada de Duque ao poder, em agosto de 2018.

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