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Rússia nega que vá fornecer sofisticado satélite ao Irã

O presidente iraniano, Hassan Rohani (à esq.), e o presidente russo, Vladimir Putin afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. junho 2021 - 10:54
(AFP)

O presidente russo, Vladimir Putin, negou nesta sexta-feira (11) uma informação veiculada pela imprensa americana segundo a qual a Rússia vai fornecer ao Irã um satélite sofisticado, que melhoraria muito a capacidade de espionagem do país.

O jornal americano "The Washington Post" reportou na quinta-feira que Moscou entregaria a Teerã um satélite Kanopus-V, dotado de uma câmera de alta resolução, que permitiria à República Islâmica vigiar instalações de seus adversários em todo o Oriente Médio.

Putin, que deverá ouvir uma série de queixas do presidente americano, Joe Biden, quando ambos se encontrarem em Genebra na quarta-feira, desqualificou a informação, a qual denominou de "lixo".

"Temos planos de cooperação com o Irã, inclusive a cooperação militar e técnica", disse à NBC News durante entrevista antes da cúpula.

"São apenas notícias falsas. Pelo menos, não sei nada sobre este tipo de coisas, os que estão falando disso provavelmente saberão mais a respeito. É uma bobagem, um lixo", disse Putin.

Espera-se que Biden, que está em sua primeira viagem ao exterior desde que chegou à Casa Branca, faça uma série de reclamações a Putin, inclusive a interferência nas eleições americanas.

Citando como fontes autoridades e ex-funcionários dos Estados Unidos e do Oriente Médio, o Washington Post destacou que o lançamento deste satélite poderia ocorrer nos próximos meses e teria sido fruto das múltiplas viagens a Moscou feitas pelos líderes dos Guardiões da Revolução iranianos.

O satélite poderia permitir o monitoramento das bases israelenses e a presença de tropas americanas no Iraque, diz o informe.

O Irã mantém relações tensas com muitos países da região, inclusive Israel, o que aumenta o temor de seus adversários de que possa compartilhar imagens com representantes no Iêmen, no Iraque e no Líbano.

O satélite seria lançado da Rússia, contendo material feito na Rússia, acrescenta o jornal. Especialistas russos treinaram iranianos no uso do satélite em um local próximo à cidade de Karaj, ao norte do Irã, destaca.

O momento é delicado também porque prosseguem as negociações internacionais para salvar o programa nuclear iraniano de 2015, abandonado unilateralmente pelo governo do ex-presidente americano Donald Trump, que restabeleceu as sanções contra o país.

Em contrapartida, o Irã passa por cima de muitos de seus compromissos acordados neste pacto.

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