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EUA, França e Grã-Bretanha acusaram as forças do presidente Bashar al-Assad de lançar um ataque aéreo em 4 de abril contra cidade tomada pela oposição

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A Rússia reclamou nesta sexta-feira (13) que os investigadores da ONU não coletaram "amostras" em sua viagem, esta semana, à base aérea síria de onde teriam decolado aviões para lançar ataque de gás sarin contra Khan Sheikhun.

Moscou considerou o procedimento "escandaloso".

A equipe da JIM - a investigação conjunta feita pela ONU e pela Organização Internacional para Proibição de Armas Químicas (Opaq) - viajou para a base aérea de Shayrat antes da publicação, no final deste mês, do esperado relatório que poderá responsabilizar o governo sírio pelo ataque.

Em sessão informativa na ONU, o responsável pela área de não-proliferação de armas no Ministério russo das Relações Exteriores, Mikhail Ulyanov, relatou que quatro investigadores visitaram a base aérea, falaram com pessoal militar e verificaram os planos de voo, "mas não coletaram uma única amostra".

"Uma investigação confiável é simplesmente impossível sem amostras", disse Ulyanov, acrescentando que a situação é "escandalosa".

Um porta-voz da JIM não quis comentar as declarações do representante russo.

Ulyanov afirmou ainda que o ataque com gás sarin em Khan Sheikhun foi, provavelmente, causado por uma bomba que explodiu do solo, e não por ataque aéreo sírio.

Durante sua intervenção na ONU, Ulyanov mostrou fotografias de crianças com as pupilas dilatadas por exposição ao gás sarin, alegando que as vítimas teriam sido "envenenadas" com narcóticos para exaltar as emoções em relação a esse incidente químico.

Depois de mostrar socorristas que se dirigiram rapidamente para a cidade, ele disse ter "a clara impressão" de que a equipe já estava lá antes de o ataque acontecer. Sugeriu, com isso, que foi tudo uma montagem.

Pelo menos 87 pessoas, incluindo mais de 30 crianças, morreram no ataque, que recebeu uma condenação global pelo uso de gás sarin.

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AFP