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O presidente cubano, Raúl Castro, em Havana, no dia 12 de maio de 2015

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O presidente de Cuba, Raúl Castro, completou nesta quarta-feira 84 anos sem nenhum festejo público nem referências na imprensa cubana, enquanto busca normalizar os laços com os Estados Unidos e a União Europeia.

Homem de poucas palavras, discursos lidos e inimigo do improviso, ele faz poucas aparições públicas e quase não viaja ao exterior, enquanto impulsiona reformas que abriram um tímido espaço à iniciativa privada após meio século de economia centralizada, de estilo soviético.

Cinco anos mais novo que seu irmão Fidel, a quem sucedeu em 2006, Raúl nasceu em 3 de junho de 1931 em Birán, no leste de Cuba, e atualmente é o governante mais velho da América.

Nenhum meio de comunicação da ilha, nem os estatais, nem o site opositor 14ymedio, da blogueira Yoani Sánchez, fizeram menção ao aniversário de Raúl, que é general do Exército - a mais alta patente militar em Cuba -, assim como primeiro secretário do governista Partido Comunista (único) e presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.

No dia 11 de abril, Raúl Castro participou de um encontro histórico com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Panamá, o primeiro entre presidentes de ambos os países em meio século, que selou o histórico degelo iniciado por ambos os líderes em dezembro de 2014.

Um mês depois, abraçou o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, na celebração do 70º aniversário da vitória aliada sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Por motivos de agenda, Raúl não assistirá à cúpula entre a União Europeia e a América Latina em Bruxelas, marcada para os dias 10 e 11 deste mês, declarou à AFP um funcionário da chancelaria local. Ele será representado por seu número dois e chanceler designado, Miguel Díaz-Canel, de 54 anos, assim como pelo chanceler Bruno Rodríguez.

Diferentemente de Fidel, cujo aniversário era comemorado com festejos nacionais, os de Raúl são celebrados em um contexto discreto e privado. Apegado à vida familiar, costuma passar os fins de semana com seus quatro filhos e oito netos. É viúvo desde junho de 2007.

Com bom aspecto físico, Raúl era considerado o "duro" do regime quando o país era governado por Fidel, mas desde que assumiu o poder deu mostras de pragmatismo e tolerância.

Ele mesmo fixou um prazo para ocupar a presidência, que vence no dia 24 de fevereiro de 2018, enquanto em abril de 2016 termina seu período como chefe do partido, mas pode ser reeleito por outros cinco anos.

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AFP