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O presidente cubano, Raúl Castro, participa de coletiva de imprensa, em Havana, no dia 12 de maio de 2015

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O presidente cubano, Raúl Castro, pediu nesta quarta-feira a seu homólogo americano, Barack Obama, que prossiga usando ordens executivas para "desmantelar" o embargo econômico que pesa sobre a Ilha, principal obstáculo à "normalização" das relações.

"Esperamos que (Obama) continue usando suas faculdades executivas para desmantelar aspectos desta política, que causa danos e privações ao nosso povo", disse Castro ao encerrar a primeira sessão parlamentaria anual, segundo o site Cubadebate.

Estabelecido em 1962, o embargo só pode ser derrubado pelo Congresso, o que Obama já solicitou, mas enfrenta a resistência de setores republicanos.

Os dois presidentes anunciaram em 1º de julho que no dia 20 restabelecerão relações e abrirão as embaixadas nas respectivas capitais, após mais de meio século de ruptura.

Esta será a conclusão da "primeira fase" do processo iniciado no dia 17 de dezembro, quando os dois chefes de Estado anunciaram sua vontade de restabelecer relações, disse Castro.

Em 20 de julho "começará então uma nova etapa, longa e completa, no caminho para a normalização das relações, o que exigirá vontade para se encontrar soluções para os problemas que se acumularam em mais de cinco décadas e afetam os vínculos entre nossos países e povos".

"Trata-se de fundar um novo tipo de laço entre os dois Estados, distinto de toda a nossa história comum", disse Castro.

Mas para "normalizar as relações" será necessário eliminar o "bloqueio" (embargo), devolver o território da base naval de Guantánamo, suspender as transmissões de rádio e TV dos Estados Unidos para Cuba e eliminar os programas de desestabilização, disse Castro.

AFP