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Foto cedida em 17 de janeiro de 2017 pelo European Southern Observatory mostra imagem feita pelo radiotelescópio ALMA de uma mancha solar

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O radiotelescópio ALMA, situado no norte do Chile, obteve imagens inéditas e detalhadas de uma mancha solar e da cromosfera do Sol, o que converte este instrumento em uma importante fonte para o estudo do astro.

Entre 2014 e 2016, uma equipe de astrônomos do Chile, Japão e Estados Unidos apontou pela primeira vez as antenas do Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array (ALMA) para o Sol e conseguiu captar detalhes surpreendentes do centro escuro e retorcido de uma mancha solar, junto à luz emitida em comprimentos de onda milimétricos pela cromosfera, uma das camadas menos conhecidas do astro, registros nunca antes obtidos.

"É um grande êxito para o ALMA, um momento mágico para a comunidade solar", afirmou nesta terça-feira Pierre Cox, diretor do observatório, durante uma coletiva de imprensa em Santiago.

Os astrônomos utilizaram até 50 das 66 antenas do radiotelescópio situado a mais de 5.000 metros de altitude na Planície Chajnantor, sobre o deserto do Atacama.

O ALMA alcançou comprimentos de onda de entre 110 e 230 GHZ, equivalentes a um e três milímetros, que permitiriam estudar todo o espectro magnético através de comprimentos de ondas longas, que os telescópios solares que estudam o astro não conseguem alcançar.

Com isto, o ALMA demonstra sua capacidade de estudar a atividade solar, apesar de ter sido projetado para observar particularmente objetos de pouca luz e muito distantes no universo, afirmaram os especialistas.

"Nenhum outro telescópio pode observar o sol com a capacidade de antenas que o ALMA tem", afirmou Antonio Hales, astrônomo chileno e membro da equipe que obteve as imagens do Sol.

Após as imagens serem divulgadas, o ALMA recebeu 54 propostas científicas para estudar o Sol, das quais 15 foram qualificadas como prioritárias pela direção do radiotelescópio.

"Esperamos nos próximos anos estudar em maiores frequências a polarização do Sol, as estruturas do campo magnético, as erupções solares e coincidir os resultados com estudos anteriores", afirmou Cox.

Os especialistas esperam, ainda, que as observações do ALMA ajudem a compreender as características de outras estrelas e que colaborem na busca de outros planetas.

O ALMA, que começou a explorar o universo em outubro de 2011, é um empreendimento conjunto no qual participam a Europa, Estados Unidos e Japão, em cooperação com o Chile.

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AFP