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A rainha Elizabeth II em cerimônia oficial em Chelsea, em 28 de junho de 2014. Em plena campanha para o referendo de independência da Escócia, que será realizado no dia 18 de setembro, o governo britânico multiplicou as mensagens e apelos aos escoceses para que fiquem.

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A rainha Elizabeth II da Inglaterra substituirá o tradicional champanhe por whisky para batizar na sexta-feira na Escócia o novo porta-aviões da marinha britânica, que levará seu nome.

O "HMS Queen Elizabeth" será batizado em Rosyth, no sul da Escócia, mas não estará operacional até 2020.

"Trabalhadores de todo o Reino Unido ajudaram na construção do barco, mas como (a cerimônia) irá ocorrer na Escócia é adequado batizá-lo com whisky, a 'água da vida'", explicou o governo em um comunicado.

A garrafa de whisky escolhida para ser quebrada contra o casco do barco é um puro malte da destilaria Bowmore, de Islay, uma das ilhas Hébridas, a oeste da Escócia.

Esta destilaria, fundada em 1779, foi a primeira que a rainha visitou, em agosto de 1980.

Em plena campanha para o referendo de independência da Escócia, que será realizado no dia 18 de setembro, o governo britânico multiplicou as mensagens e apelos aos escoceses para que fiquem.

"O barco, o maior que a Royal Navy já teve, é uma mostra do melhor do Reino Unido com a contribuição de todos os trabalhadores da União", explicou o ministro da Defesa, Phili Hammond, no comunicado.

O "HMS Queen Elizabeth" será um navio de 55.000 toneladas que atenderá uma carência significativa da Royal Navy, que neste momento não possui nenhum porta-aviões.

A tradição de batizar os barcos com champanhe não é tão remota. De fato, na época do Almirante Horacio Nelson (1758-1805), a Royal Navy escolhia brandy ou vinho de Madeira, e para os submarinos utiliza normalmente cerveja.

No entanto, é apenas a segunda vez que a Marinha Real usa whisky. A primeira foi em 1996, com a fragata "HMS Sutherland", um barco com tantas conexões com a Escócia - seu nome é uma homenagem a um duque escocês - que a escolha foi encarada com normalidade.

AFP