Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Chefe do governo espanhol, o conservador Mariano Rajoy

(afp_tickers)

O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, garantiu que impedirá que "qualquer declaração de independência [da Catalunha] dê em algo", em entrevista publicada neste sábado (7) pelo jornal "El País".

Rajoy fez um apelo ao "catalanismo pactista e moderado" para que se afaste do separatismo, nesta que foi sua primeira entrevista a um jornal desde o referendo de 1º de outubro na região catalã.

Ele também não descartou suspender a autonomia da Catalunha, caso seus dirigentes não renunciem às ameaças de declararem independência.

"Não descarto absolutamente nada", assegurou ao jornal, ao ser questionado sobre a aplicação do Artigo 155 da Constituição, que permite dotar essa medida.

"O que tenho que fazer é a seu tempo [...] Gostaria que se retirasse a ameaça da declaração de independência o mais rápido possível", completou.

"O ideal seria que não tivesse que tomar soluções drásticas, mas, para isso, teria de haver retificações" por parte do Executivo catalão, alegou Rajoy na entrevista.

Para ele, os dirigentes catalães "ainda estão a tempo" de evitar "soluções drásticas", como as reivindicadas pelo chefe de governo espanhol.

A entrevista foi publicada no mesmo dia em que milhares de pessoas saíram às ruas em toda Espanha para se manifestar contra as pretensões separatistas catalãs.

Rajoy rejeita as propostas de mediação e acrescenta que a única negociação prioritária deve acontecer no Parlamento regional catalão, entre separatistas e oposição.

Sobre a violência policial contra o referendo proibido, Rajoy admitiu implicitamente que "podemos ter cometido outros erros, mas o erro fundamental foi pretender fazer um referendo, no qual se ponha em xeque a soberania nacional".

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP