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Membro das Forças Democráticas Síridas (FDS), em Raqa, em 28 de setembro de 2017

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Expulsar os últimos combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) de Raqa será difícil pois é o "último suspiro" dos extremistas em sua antiga "capital" na Síria, afirmou à AFP um comandante da coalizão internacional dirigida por Washington.

"É um combate difícil. Há muitos combatentes estrangeiros (do EI) que não querem abandonar e têm a intenção de lutar com ira", assinalou este comandante, que pediu anonimato.

Após meses de combates, as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança de combatentes curdos e árabes apoiada pelos Estados Unidos, encurralam os últimos extremistas ainda presentes em Raqa (norte).

"Estão isolados nesta pequena parte que resta, mas não estão sozinhos", há civis entre eles, indicou este responsável de um campo da coalizão, perto de Kobané, no norte sírio.

Cercados, os combatentes do EI lutarão até o seu "último suspiro", mas uma retirada negociada não seria aceitável, advertiu este comandante, a cargo das operações de apoio às FDS.

"O inimigo em Raqa tem que se render ou ser eliminado, porque se (os extremistas) conseguirem fugir, encontrarão um meio para chegar à Europa ou aos países vizinhos, e executar ataques fora da Síria", acrescentou.

Desde que o EI tomou o controle da cidade, em 2014, Raqa era a "capital" síria de fato do grupo extremista em seu autoproclamado "califado". Nela os extremistas executaram algumas de suas piores atrocidades.

Atualmente, a coalizão acredita que o EI toma as principais decisões na estratégica cidade de Mayadin, mais a leste, na rica província petroleira de Deir Ezzor.

"Iremos para Mayadin. Lá muitas pessoas preparam ataques ao exterior, em nossos países, nas terras da coalizão. Não podemos permitir (que Mayadin) seja um reduto do EI", continuou o comandante.

O conflito na Síria, que começou em 2011 com a repressão por parte do governo de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas contra ele, se tornou uma guerra complexa que envolve países estrangeiros e grupos extremistas em um território cada vez mais fragmentado.

Até agora o conflito causou 330.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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AFP