Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(5 out) Forças Democráticas Sírias posicionam-se na frente leste de Raqa

(afp_tickers)

Com o apoio dos Estados Unidos, as Forças Democráticas Sírias (FDS) travavam nesta segunda-feira uma das batalhas "mais duras" para reconquistar a cidade de Raqa, bastião que o grupo Estado Islâmico (EI) está prestes a perder.

Os combatentes curdos e árabes que compõem as FDS se dispunham a reconquistar os últimos redutos controlados por dezenas de extremistas estrangeiros, em uma cidade quase deserta.

O EI está cercado não apenas em Raqa, mas também em seus demais redutos no Iraque e na Síria. Três anos depois de sua rápida ascensão, seu autoproclamado califado se reduz a olhos vistos diante das ofensivas das forças locais, apoiadas pelos Estados Unidos, ou pela Rússia.

"As FDS travam as batalhas mais duras" em Raqa, indicou nesta segunda-feira a porta-voz da ofensiva "Cólera do Eufrates", Jihan Sheikh Ahmed.

Os últimos combates "vão pôr fim à presença do Daesh [acrônimo do EI em árabe], o que significa que podem escolher entre se entregar, ou morrer", completou.

Cerca de 300 extremistas estrangeiros continuam em Raqa, onde alguns deles se entrincheiraram em um estádio e em um hospital do centro, segundo as FDS.

- 'Aumento dos bombardeios' -

"Os elementos do EI que permanecem na cidade resistem", disse Sheikh Ahmed, acrescentando que os últimos setores nas mãos do EI "são zonas fortificadas, onde há muitos campos minados".

O porta-voz da coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos anunciou "um aumento dos bombardeios em apoio" às FDS.

"Nos preparamos para que os combates no último setor sejam difíceis", garantiu o coronel Ryand Dillon.

Na noite desta segunda-feira, as FDS anunciaram a retomada da rotatória de Al Naim, onde o EI realizava suas execuções públicas quando detinha o poder em Raqa.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), "há duas semanas os jihadistas se retiraram de Al Naim, mas o local estava minado.

Na madrugada desta segunda, a aliança curdo-árabe, que controla 90% de Raqa, havia conquistado o bairro de Al-Barid, no norte da cidade.

Um acordo com o Conselho Civil de Raqa - uma administração local instaurada pelas FDS - permitiu a retirada no sábado dos últimos civis presos nos combates, assim como, em contrapartida, a saída dos "jihadistas" sírios.

"Mais de 3.000 civis fugiram no sábado em virtude de um acordo e se dirigiram para zonas controladas pelas FDS", declarou Talal Sello, um porta-voz dessas forças.

Pelo menos 275 extremistas sírios e suas famílias abandonaram Raqa, no âmbito do mesmo acordo, mas ainda não se sabe se lhes foi autorizado se deslocar para outros territórios nas mãos do Estado Islâmico.

Para Shoreish Halab, um combatente das FDS, a última batalha deve ser mais simples, após a evacuação dos civis. A população vinha sendo usada como escudo humano pelo EI.

- 'Mais terror' -

A coalizão internacional se negou a permitir que os extremistas estrangeiros pudessem sair da cidade.

"A última coisa que queremos é que os combatentes estrangeiros sejam liberados para poderem voltar para seus países de origem e causarem mais terror", declarou ontem o coronel Dillon.

A queda de Raqa será um duro golpe para o EI. A cidade se tornou símbolo das piores atrocidades dessa organização ultrarradical sunita. Acredita-se que foi nessa localidade que planejaram os atentados cometidos em vários países ocidentais nos últimos anos.

Se perder Raqa, o EI manterá na Síria apenas mais da metade da província de Deir Ezzor (leste), uma zona rica em petróleo sobre a fronteira com o Iraque. Lá, os extremistas são alvo de duas ofensivas distintas: uma, do governo Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia; e, outra, das FDS, que contam com o suporte dos Estados Unidos.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP