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(Arquivo) Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, em 6 de junho de 2017

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A República Democrática do Congo (RDC) foi eleita nesta segunda-feira (16) para ocupar um assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, apesar da oposição dos Estados Unidos e de ONGs que criticam o histórico do país na matéria.

A RDC figura entre os 15 países que ganharam um assento no Conselho de DH e que assumirão em janeiro de 2018 até 2020, durante uma votação da Assembleia Geral.

Também entraram Chile, México, Peru, Angola, Nigéria, Senegal, Austrália, Afeganistão, Nepal, Catar, Paquistão, Eslováquia, Espanha e Ucrânia.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, disse que a eleição do país africano coloca em dúvida a credibilidade da instituição.

"A RDC, um país infame pela repressão política, violência contra as mulheres e as crianças, detenções e prisões arbitrárias, assim como assassinatos e desaparecimentos ilegais, foi eleita para servir no que se supõe ser o organismo humanitário mais importante do mundo", afirmou em comunicado.

"Países que violam os direitos humanos em casa não deveriam estar na posição de proteger os direitos humanos dos outros", acrescentou.

A Human Rights Watch considerou a eleição da RDC como "um tapa na cara de muitas vítimas dos graves abusos do governo congolês através do país".

Kinshasa se encontra agora em uma estranha posição: o Conselho de DH, que conta com 47 membros e tem sede em Genebra, investiga acusações de assassinato, tortura, estupro e utilização de crianças-soldados na região de Kasai, da RDC.

A ONU também investiga o assassinato de dois especialistas em março, quando investigavam fossas clandestinas na região.

A RDC recebeu 151 votos dos 193 votos de países-membros da Assembleia Geral da ONU. A maioria requerida era de 97 votos.

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AFP