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Curdos partidários do Partido Trabalhista do Curdistão (PKK) exibem bandeiras em apoiio ao líder Abdullah Ocalan durante manifestação em Arbil, em 12 de abril de 2014

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Os rebeldes curdos retomarão sua retirada da Turquia para o norte do Iraque assim que o parlamento turco aprovar as reformas que pretendem acabar com décadas de insurgência, informou neste sábado a imprensa local.

Em uma estratégia que parece querer assegurar os votos da comunidade curda antes das eleições presidenciais de agosto, o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan apresentou uma lei que eliminará várias barreiras que impediam a obtenção de um acordo final.

O texto implementa um pacote de reformas que garantirão imunidade aos personagens-chave das conversações de paz com o ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). O líder do grupo preso, Abdulah Ocalan, chamou estas medidas de "avanço histórico".

O PKK, considerado uma organização terrorista pela Turquia e seus aliados ocidentais, deteve sua retirada da Turquia no ano passado acusando o governo de não conduzir as reformas que havia prometido, incluindo o reconhecimento constitucional da comunidade curda formada por cerca de 15 milhões de pessoas.

A retirada, que será retomada em setembro assim que as medidas forem aprovadas pelo parlamento de Ancara, durará cerca de 18 meses, mas não está claro se os rebeldes deixarão as armas no território turco.

Os rebeldes declararam um cessar-fogo em março de 2013, mas as conversações de paz se estagnaram em setembro.

AFP