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(Arquivo) O enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Uld Sheikh Ahmed

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Os rebeldes e seus aliados no Iêmen acusaram o mediador da ONU, Ismail Uld Sheikh Ahmed, de parcialidade, e o declararam "persona non grata" em Sanaa, a capital do país que está sob seu controle.

"Nos dirigimos ao secretário-geral da ONU para afirmar que seu emissário agora é persona non grata", afirmou Saleh al-Samad, presidente do Conselho Político Supremo, estabelecido pelos rebeldes em Sanaa depois que expulsaram do poder o presidente Abd Rabbo Mansur Hadi em 2014.

Depois de acusar o enviado da ONU de "falta de imparcialidade e honestidade", Al-Samad afirmou que o possível sucessor deveria "tratar o povo iemenita com respeito".

No fim de maio, o emissário da ONU anunciou ao Conselho de Segurança que não conseguiu avançar na retomada das negociações de paz nem em um acordo sobre o futuro do porto de Hodeida (oeste), controlado pelos rebeldes e pelo qual transitam a maioria das importações ao Iêmen.

Ismail Uld Sheikh Ahmed fez na ocasião o balanço de sua última missão em maio em Sanaa, onde seu comboio foi atacado por manifestantes e onde não conseguiu se reunir com nenhum negociador rebelde.

Desde a intervenção em março de 2015 no Iêmen de uma coalizão militar árabe liderada pela Arábia Saudita para conter o avanço dos rebeldes pró-Irã, todas as tentativas de mediação da ONU e sete acordos de cessar-fogo terminaram em fracasso.

O conflito no Iêmen deixou mais de 8.000 mortos e 45.000 feridos, segundo a ONU.

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