Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Foto cedida pela agência de notícias oficial da Síria (Sana) em 20 de agosto de 2017 mostra o presidente sírio, Bashar al-assad, durante discurso aos membros diplomáticos do país

(afp_tickers)

Mais de dez grupos rebeldes sírios apoiaram uma iniciativa para criar um "Exército nacional" conjunto para unificar as fileiras da oposição, enfraquecida frente ao governo Bashar al-Assad.

O governo sírio interino, instaurado pela oposição no exílio, e o Conselho Islâmico Sírio (CIS), um grupo de autoridades religiosas sírias formado em 2014 na Turquia, propuseram na quarta-feira a criação desse Exército.

"Temos de pôr fim ao estado de divisão, em que estamos atualmente", convocou o CIS, pedindo aos rebeldes que "formem um Exército revolucionário único".

Já o governo interino opositor havia considerado que essa iniciativa "provocaria a queda do regime criminoso" de Assad.

Na sexta-feira, mais de dez facções rebeldes apoiaram esse projeto, entre eles o grupo salafista Ahrar al-Sham e outros movimentos opositores apoiados pela Turquia.

"Anunciamos nosso apoio à iniciativa do CIS para [a criação] de um Exército nacional unificado", segundo um comunicado conjunto publicado por esses grupos, entre eles, as Brigadas Mutassem.

O Ahrar al-Sham disse estar "disposto a tomar todas as medidas necessárias para garantir o êxito da iniciativa".

Os grupos rebeldes, que cedem terreno para as tropas do governo, também lutam contra os extremistas do Estado Islâmico (EI), ou contra os Tahrir al-Sham, a antiga Frente al-Nosra, ex-braço da Al-Qaeda na Síria.

Desde o início do conflito em 2011, os grupos rebeldes tentaram, em vão, adotar iniciativas similares para unificar a oposição a Assad.

"O único motivo para dizer que, desta vez, pode ser diferente, é que a situação da oposição nunca foi tão desesperada como agora", opina o especialista Charles Lister, do Middle East Institute, um "think tank" com sede em Washington.

"É a única opção que resta aos rebeldes, na esperança de sermos considerados legítimos e uma alternativa séria ao poder de Assad", acrescenta.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP