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(16 ago) Policiais bloqueiam o acesso ao centro de detenção

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Ao menos 37 presos morreram durante uma rebelião em uma penitenciária no estado de Amazonas, no sul da Venezuela, informaram nesta quarta-feira as autoridades.

A Procuradoria Geral anunciou que nomeou dois procuradores para "investigar a morte de 37 pessoas [...] durante [a] tomada do Centro de Detenção Judicial de Amazonas".

O Ministério Público confirmou que, nos incidentes, 14 funcionários ficaram feridos, embora não tenha precisado se entre os falecidos há agentes.

O governador de Amazonas, o opositor Liborio Guarulla, anunciou previamente no Twitter o "massacre" de "mais de 35" pessoas durante a entrada de uma unidade especial do Ministério do Interior e Justiça à penitenciária, localizada na cidade de Puerto Ayacucho.

Segundo as ONGs defensoras do direitos dos réus "Una Ventana a la Libertad" e Observatório Venezuelano de Prisões, os 37 mortos são internos.

Guarulla afirmou que no centro de detenção havia 105 presos.

"É a pior rebelião que tivemos em um centro de detenção preventiva. Lá, os detidos não deveriam passar mais de 48 horas, mas havia presos que estão há anos", disse à AFP Carlos Nieto, coordenador de "Una Ventana a la Libertad".

A revolta trouxe novamente à tona a crise penitenciária na Venezuela, marcada por frequentes confrontos entre presos e denúncias de violações dos direitos humanos, assim como mortes por falta de alimentos e medicamentos.

Em 26 de abril passado, um confronto entre grupos adversários deixou 12 mortos e 11 feridos na prisão de Puente Ayala, na cidade de Barcelona.

Um mês antes, foram encontrados os corpos de 14 pessoas em uma fossa na Penitenciária Geral da Venezuela, em San Juan de Los Morros, no centro do país.

Desde julho de 2011, o governo deflagrou um plano para pacificar as prisões e adequá-las aos padrões internacionais.

No total, há 50 prisões no país, e segundo o governo, 98% funcionam sob o novo regime.

A maior rebelião carcerária da história da Venezuela ocorreu em 2013, na prisão de Uribana (estado de Lara), quando cerca de 60 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas.

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AFP