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O apresentador Jimmy Kimmel vê a conta no Twitter do presidente Donald Trump durante a cerimônia do Oscar, em Hollywood, em 26 de fevereiro de 2017

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Desde que se instalou na Casa Branca, o presidente Donald Trump utilizou a rede social Twitter para apresentar sua visão de questões geopolíticas ou para acertar as contas com desafetos, como o ex-presidente Barack Obama ou Arnold Schwarzenegger.

Num momento em que Trump se prepara para atingir a marca simbólica de 100 dias no poder, a AFP relembrou algumas das mensagens que caracterizaram esta fase na vida americana.

- Estados Unidos primeiro -

"Seguiremos duas regras simples: comprem produtos americanos e contratem americanos", publicou o presidente, em um slogan que marcou sua gestão a partir do dia da posse, em 20 de janeiro.

"Devemos manter o mal fora do nosso país", escreveu no dia 3 de fevereiro para justificar um decreto migratório que fechava as portas a imigrantes e refugiados de um grupo de países de maioria muçulmana.

"Em que o nosso país está se tornando quando um juiz pode suspender uma medida de Segurança Interna e qualquer pessoa, inclusive com más intenções, pode vir aos Estados Unidos?", publicou Trump depois que seu decreto sobre imigrantes e refugiados foi bloqueado pela justiça.

- Amigo ou inimigo? -

"A Coreia do Norte está se comportando realmente mal. Esteve brincando com os Estados Unidos durante anos. E a China ajudou muito pouco!", escreveu o presidente no dia 17 de março, frustrado com informações sobre a preparação de um teste nuclear norte-coreano.

"Por que deveria classificar a China de manipuladora de moeda quando está trabalhando conosco para resolver a questão da Coreia do Norte? Veremos o que acontece", publicou no Twitter no dia 16 de abril, em uma aparente mudança de opinião sobre o gigante asiático.

"A Alemanha deve enormes somas à Otan, e os Estados Unidos devem receber pagamentos pela defesa poderosa e altamente caro que fornece à Alemanha!", escreveu no dia 18 de março em uma mensagem direta à líder alemã Angela Merkel, depois de um frio encontro entre os dois na Casa Branca.

- O "outro" -

"Terrível! Acabei de descobrir que Obama 'grampeou' as comunicações da Trump Tower pouco antes da vitória. Não encontraram nada. Isso é McCarthismo!", indicou no dia 4 de março, em uma grave acusação ao seu antecessor de espionagem contra sua equipa durante a campanha eleitoral.

"Não acreditem na imprensa (de informações falsas). A Casa Branca está funcionando MUITO BEM. Herdei um CAOS e estou no processo de correção", disse Trump, em defesa da sua própria gestão com apenas duas semanas no poder.

- Inimigos do povo -

"A imprensa de notícias falsas (@nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) não é minha inimiga, é inimiga dos americanos", lançou o presidente no dia 17 de fevereiro, em uma virtual declaração de guerra pública contra os meios de comunicação mais poderosos do país.

- Hasta la vista, baby -

"Arnold Schwarzenegger não está deixando voluntariamente 'O Aprendiz'; está sendo demitido devido aos seus índices patéticos, não por mim. Triste fim para um grande show", reagiu no dia 4 de março sobre a saída do 'Terminator' do programa que o ex-presidente havia estrelado. Schwarzenegger, um republicano declarado, é um duro crítico do novo presidente.

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