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(Arquivo) Bandeiras do Uruguai

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O sírio Ibrahim Ilshebli, que havia imigrado para o Uruguai em um grupo de refugiados, deixou o país para viver no Brasil. Seu objetivo é juntar dinheiro e voltar à Síria, de acordo com o site Montevideo Portal.

Em suas declarações, Ilshebli disse que decidiu ir viver em Chuí, na fronteira com o Uruguai, onde há uma relevante colônia árabe-palestina. Lá, foi contratado para trabalhar numa confecção e, assim que juntar dinheiro o bastante, quer voltar ao seu país.

"Não vou voltar nunca ao Uruguai. Meu plano é ir de volta para o meu país. Aqui (em Chuí), as pessoas me receberam muito bem, como alguns uruguaios também, mas aqui estou mais tranquilo", contou o refugiado.

Um amigo lhe arranjou o emprego na loja de roupas na cidade fronteiriça, que tem expressiva atividade comercial varejista e onde passam milhares de uruguaios e brasileiros todas as semanas. A família do sírio ainda vive no Uruguai, onde aguarda até que ele se instale plenamente.

Ilshebli foi o porta-voz do grupo de seis famílias sírias refugiadas recebidas pelo Uruguai. Ele chegou a comandar um protesto em frente à sede da Presidência do país, reclamando apoio econômico.

Para o Uruguai, a recepção de refugiados é um tema sensível. Ainda que se trate de um país fundado pela imigração europeia, a chegada de refugiados da guerra síria, durante a última administração do ex-guerrilheiro José Mujica (2010-2015), foi turbulenta.

O programa de recepção de refugiados dessa origem foi suspenso pelo governo de esquerda de Tabaré Vásquez, diante das diversas reclamações dos sírios, que alegam que não puderam se adaptar ao novo meio e que não tinham trabalho ou receita suficiente para viver com suas famílias.

Responsável pelo programa, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência, indicou que as famílias sírias não poderiam voltar ao seu país porque as leis locais e as convenções internacionais não permitem o retorno a um local onde suas vidas estão ameaçadas.

AFP