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Crianças sírias em Ain Tarma, na Síria oriental, reduto rebelde no leste de Damasco, em 17 de julho de 2017

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O Exército sírio executou vários bombardeios aéreos na Guta Oriental neste domingo, um dia depois de ter anunciado uma interrupção dos combates em "zonas" deste reduto rebelde perto de Damasco, informou a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Segundo o OSDH, "a força aérea do regime atacou em seis ocasiões setores periféricos da localidade de Ain Tarma e o centro e a periferia da localidade de Duma duas vezes".

O OSDH, uma organização com sede no Reino Unido que conta com uma ampla rede de informantes na Síria, não informou se houve vítimas.

As tropas pró-governo combatem há várias semanas os rebeldes perto de Ain Tarma, que une a Guta Oriental com o bairro de Jobar da capital síria, nas mãos dos insurgentes.

Outros bombardeios chegaram neste domingo à periferia da cidade de Jisrin, segundo o OSDH.

Na véspera, a Rússia, aliada do regime de Bashar al Assad, anunciou a conclusão de um acordo de trégua com grupos rebeldes "moderados" em Guta Oriental, uma zona sitiada e bombardeada há quatro anos pelas forças pró-governamentais.

Pouco depois, o Exército sírio anunciou uma interrupção dos combates em áreas deste reduto, afirmando que "responderia de forma apropriada a qualquer violação" do cessar-fogo.

Entretanto, nenhuma parte rebelde da Guta Oriental anunciou oficialmente participar do acordo.

Essa região constitui uma das quatro "zonas de distensão" previstas em um acordo assinado pela Rússia e pelo Irã -aliados do governo- e pelaTurquia -que apoia os insurgentes- para tentar chegar a um cessar-fogo duradouro no país.

O acordo, concluído em maio, ainda não foi aplicado totalmente devido às diferenças sobre as formas de fazer com que respeitem essa trégua.

A Guta Oriental é a segunda zona de distensão onde foi instaurado o cessar-fogo, depois do decretado no sul do país em 9 de julho. As outras duas zonas são a província de Idlib e uma parte de Homs.

O segundo comandante da coalizão internacional antiextremista liderada pelos Estados Unidos, o general britânico Rupert Jones, afirmou no domingo que a coalizão terá "muito a fazer" na Síria depois de expulsar o grupo extremista Estado Islâmico (EI) de Raqa.

"O Daesh não será vencido com a libertação de Raqa", afirmou Jones diante dos jornalistas durante um deslocamento a Ain Isa, cidade da província de Raqa, utilizando o acrônimo árabe do EI.

A coalizão internacional apoia as Forças Democráticas Sírias (FDS), aliança árabe-curda, em sua luta contra o EI na Síria. Desde 2015 as FDS expulsaram os extremistas de vários redutos.

AFP