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(Arquivo) Ambulância é vista em Lima, no dia 22 de agosto de 2015

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Quarenta e nove casos de antraz cutâneo foram registrados até o momento em pessoas que manipularam carne de vaca infectada na região de Piura, norte do Peru - informou nesta terça-feira o ministério da Saúde peruano (Minsa).

O antraz cutâneo ou carbúnculo cutâneo é diferente do mortal antraz causado por inalação de esporos (pó branco) e que pode ser manipulado de forma biológica.

"Até o momento temos registrados 49 casos de antraz cutâneo, os pacientes apresentam úlceras na pele porque este surto aumentou rapidamente", disse à AFP o diretor regional de saúde de Piura, Jesús Juárez, que descartou casos graves.

A quantidade de pacientes preocupa as autoridades porque, segundo estatísticas da Direção Geral de Epidemiologia de Piura, o pior surto nesta região foi registrado em 2004, na cidade de Sullana, com 11 casos.

O médico assegurou que a maioria dos pacientes entrou em contado com o gado infectado. Por isto, todos eles apresentam antraz cutâneo.

Os casos foram registrados desde 2 de setembro na localidade de La Enantada na província de Morropón da região Piura (cerca de 1.000 km ao norte de Lima).

O epidemiólogo Edward Pozo informou à imprensa que o serviço nacional de Saúde Agrária (Senasa) identificou seis animais doentes que foram sacrificados em matadouros clandestinos, mas só foram recuperados dois cadáveres.

"Os demais parecem ter sido comercializados. Nosso trabalho é localizar até onde chegou esta carne para que não seja consumida pela população", afirmou Pozo.

O especialista explicou que este tipo de antraz é causado por uma bactéria e seus sintomas são aparição de lesões na pele, febre e mal-estar. Ele esclareceu que não existe um contágio de pessoa para pessoa, mas somente através do contato com fluidos dos animais.

AFP