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(Arquivo) Foto tirada em 2 de maio de 2017 mostra o rei do Marrocos, Mohammed VI, em Paris

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O rei Mohammed VI do Marrocos denunciou, nesta quarta-feira, em uma carta destinada a Antonio Guterres, o secretário-geral da ONU, a política "inaceitável" de Israel em Jerusalém, que é uma "violação flagrante das decisões da legalidade internacional".

"Lamentamos ver que a cada vez que surge a premissa de uma oportunidade para reiniciar o processo de paz entre os palestinos e Israel, este último provoca eventos e tensões para abortá-la", opinou o monarca na carta, divulgada pela agência oficial MAP.

"Israel tomou, nos últimos tempos, um conjunto de medidas provocadoras e perigosas", afirmou Mohammed VI, em alusão às medidas de segurança adotadas na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, que provocaram uma onda de episódios violentos.

Segundo o rei do Marrocos, que não mantém relações diplomáticas com Israel, essas medidas são "uma provocação flagrante aos sentimentos de todos os árabes, muçulmanos e pessoas independentes, e um fator para atiçar as veleidades extremistas que levam mais frustração, tensão e violência a toda a região".

O monarca de 53 anos pediu para o secretário-geral das Nações Unidas "anular todas as medidas ilegais, inclusive as medidas de segurança suplementares".

Israel decidiu instalar detectores de metais nas entradas da Esplanada das Mesquitas, após um ataque que matou dois policiais em Jerusalém, no dia 14 de julho.

Os confrontos em protestos contra a medida deixaram cinco palestinos mortos. Um palestino matou três civis israelenses na Cisjordânia.

Nesta quarta, Israel retirou mais equipamentos de segurança da entrada da Esplanada.

AFP