O conselho de administração da Renault anunciou nesta quarta-feira que não pagará o equivalente a dois anos de salário ao seu ex-diretor, Carlos Ghosn, uma quantia que ele deveria receber devido a uma cláusula de não concorrência contida em seu contrato.

No encerramento de uma reunião na quarta-feira, o conselho também observou que Ghosn, que está sendo mantido no Japão, não receberá milhões de euros em ações que estavam "sujeitas à sua presença na Renault".

Fontes da empresa disseram à AFP antes da reunião que a perda do valor devido à cláusula de não concorrência e as ações a serem recebidas como CEO somam cerca de 11,3 milhões de dólares.

O ex-presidente da montadora francesa, até recentemente considerado um dos homens mais poderosos do setor, renunciou à sua posição na Renault no mês passado, após ser preso sob a acusação de crime financeiro em Tóquio em novembro.

O Estado francês, que é um dos principais acionistas da Renault, disse que faria tudo possível para impedir que Ghosn recebesse um "para-quedas de ouro".

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