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(Arquivo) Cientistas trabalham na buca de fósseis perto da base argentina na Antártida em 10 de fevereiro de 2011

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Cientistas argentinos revelaram na quarta-feira que identificaram restos de uma ave gigante que viveu há 50 milhões de anos na Antártida, cuja envergadura é a maior já registrada.

Os restos, encontrados nas proximidades da base argentina Marambio na Antártida, em 2014, foram identificados pela equipe de paleontólogos do Museu de Ciências Naturais de La Pampa (centro-sul).

"Há quase três anos começaram a aparecer restos do que pensávamos que podia ser esta ave, e depois encontramos um osso que confirmou que se tratava de um pelagornítido cuja envergadura, com as asas estendidas, ultrapassa 6,4 metros", disse à AFP Carolina Acosta Hospitaleche, pesquisadora neste projeto.

O paleontólogo Marcos Cenizo, diretor do Museu de La Pampa, confirmou que se trata do maior exemplar encontrado até hoje.

"O comprimento do úmero deste exemplar antártico é um pouco maior que a do Pelagornis sandersi, que era a ave com maior envergadura de asas de que se tinha registro até o momento", disse Cenizo, um dos autores do estudo publicado na revista científica Journal of Paleontology.

De acordo com Cenizo, "a forma de suas asas lhes permitiam planar e atravessar grandes distâncias sobre os oceanos".

Segundo especialistas, na Antártida conviviam dois tipos de pelagornítidos, um de até cinco metros de altura e de envergadura, e outro que ultrapassava sete metros.

As aves provavelmente desenvolveram tamanhos tão gigantescos há cerca de 50 milhões de anos, quando um período de aquecimento da temperatura dos oceanos provocou uma grande produtividade biológica dos mares antárticos, permitindo que os pelagornítidos e os pinguins tivessem alimento suficiente para crescer, disseram os pesquisadores.

Apesar da estatura, a espécie recentemente identificada teria sido bastante leve, pesando entre 30 e 35 quilos - "quase como uma pluma", disse Cenizo.

AFP