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(Arquivo) O ex-presidente de Chile Ricardo Lagos, na Cidade do México, em 26 de julho de 2012

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A decisão do ex-presidente Ricardo Lagos de retirar sua candidatura para as eleições presidenciais de novembro representa para a coalizão governista chilena um verdadeiro terremoto político, uma vez o o Partido Socialista o descartou como candidato em função de seu fraco desempenho nas pesquisas.

"Decidi renunciar à aspiração de alcançar novamente a presidência da República", declarou Lagos nesta segunda-feira, falando à imprensa.

A Nova Maioria, a coalizão de partidos que reúne socialistas, democratas-cristãos e comunistas, discute agora a decisão do PS - um dos maiores partidos da coalizão - de apoiar o jornalista Alejandro Guillier invés de um de seus líderes históricos e ex-presidente (2000-2006).

A decisão tomada por Lagos abala ainda mais o enfraquecido governo chileno e, para alguns, pode significar o fim da coalizão.

Primeiro presidente socialista a chegar a La Moneda depois de Salvador Allende - derrubado por Augusto Pinochet em 1973-, a candidatura de Lagos foi descartada no domingo pelo Conselho Geral do PS que, em função dos resultados das pesquisas, resolveu optar por Guillier.

Isso levou Lagos a retirar sua candidatura lançada em janeiro passado pelo Partido pela Democracia, representantes da centro-esquerda.

Senador e ex-apresentador de televisão, Guillier agora aparece como a melhor opção para a centro-esquerda enfrentar o ex-presidente de direita, Sebastián Piñera (2010-2014), líder nas pesquisas.

Herdeira da bem-sucedida Concertação Democrática, o grupo de partidos de centro-esquerda que conseguiu acabar com a ditadura de Pinochet nas urnas e depois governo o Chile por duas décadas, a Nova Maioria se encontra em uma posição frágil, principalmente pelas reiteradas acusações de corrupção política e a queda da popularidade da presidente socialista Michelle Bachelet.

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AFP