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As ministras das Relações Exteriores da Colômbia, Maria Ángela Holguín (D), e da Venezuela, Delcy Rodríguez (E), em Quito, no dia 12 de setembro de 2015

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As chanceleres de Venezuela e Colômbia terminaram no sábado uma reunião em Quito sem definir uma data para um encontro presidencial que permita colocar fim à crise diplomática e fronteiriça, que deixa 20.000 colombianos afetados, incluindo 1.500 deportados.

As ministras das Relações Exteriores da Colômbia, Maria Ángela Holguín, e da Venezuela, Delcy Rodríguez, "realizaram uma reunião importante em Quito para tratar os temas sensíveis de sua relação bilateral", segundo uma declaração conjunta lida à imprensa pelo chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

No entanto não conseguiram, como era esperado, definir uma data para um encontro entre os presidentes Juan Manuel Santos e Nicolás Maduro.

"Tendo avançado satisfatoriamente no tratamento dos mesmos (temas)", e eles serão levados "para consulta dos presidentes para planejar uma próxima reunião ministerial", acrescentou a mensagem.

Ao término da leitura da curta declaração, as duas chanceleres se levantaram da mesa e não houve espaço para perguntas por parte da imprensa.

Patiño se mostrou otimista pelo futuro do diálogo bilateral.

"Nosso desejo é que este início das negociações possa frutificar e alcançar a realização de uma próxima reunião presidencial, para a qual (...) seguiremos trabalhando nos próximos dias", disse o chefe da diplomacia equatoriana.

Embora não tenha sido feito um anúncio que permita vislumbrar uma solução rápida para a crise, Patiño disse que o encontro de sábado rendeu "resultados encorajadores para o futuro dos dois países irmãos".

Equador e Uruguai acompanharam a reunião como presidentes pro tempore da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), respectivamente.

AFP