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O primeiro-ministro guineense, Mohamed Said Fofana (e), e a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, participam, em 1º de agosto de 2014, da abertura de uma reunião sobre o crescimento do número de casos de pessoas infectadas com o vírus ebola.

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O Comitê de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS) organiza nesta quarta-feira e quinta-feira uma reunião sobre a epidemia de febre hemorrágica do ebola para decidir se o problema representa uma "emergência de saúde pública de alcance mundial".

O comitê anunciará a conclusão na manhã de sexta-feira.

Uma emergência de saúde pública de alcance mundial é definida como um "evento extraordinário suscetível de representar um risco de saúde pública para outros Estados, com a expansão da doença a nível internacional e que requer potencialmente uma resposta coordenada no âmbito internacional", afirma um comunicado da OMS, que tem sede em Genebra.

O comitê, que se reúne pela primeira vez para abordar a questão do vírus ebola, inclui especialistas internacionais e representantes dos países afetados que darão uma opinião técnica à diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

O comitê pode recomendar medidas provisórias para conter a expansão da doença.

A epidemia de febre hemorrágica do vírus ebola matou 887 pessoas na África Ocidental, segundo um balanço da OMS divulgado na segunda-feira.

No total foram registrados 1.603 casos em quatro países da África Ocidental: 485 em Guiné, com 358 mortos, 468 na Libéria (255 mortos), 646 em Serra Leoa (273 mortos) e quatro na Nigéria (um morto).

Nesta quarta-feira, o governo nigeriano anunciou um novo balanço de sete casos e dois mortos.

A Arábia Saudita anunciou nesta quarta-feira a morte de um saudita com sintomas de ebola.

A OMS ainda não recomenda a adoção de nenhuma restrição às viagens ou negócios comerciais com Guiné, Libéria, Serra Leoa e Nigéria com base nas informações disponíveis sobre a epidemia.

O vírus do ebola se manifesta, entre outras maneira, por hemorragias, vômitos ou diarreias. A taxa de mortalidade oscila entre 25% e 90% e não existe vacina homologada. O contágio acontece por contato direto com o sangue, líquidos biológicos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.

AFP