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Fogos de artifício são testados para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Rio-2016, no estádio do Maracanã, no dia 3 de agosto de 2016

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A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, será uma convocação à tolerância, um espetáculo do Brasil para o mundo, que celebrará a diversidade, com grande destaque para a música.

"A mensagem que deve ficar é a importância da tolerância. O mundo está atualmente muito tenso, com a situação política aqui no Brasil, nos Estados Unidos com (Donald) Trump, Grã-Bretanha com o sai ou não sai da União Europeia...", afirmou o cineasta Fernando Meirelles, um dos diretores da cerimônia, durante uma entrevista coletiva na quinta-feira no Rio.

Ao lado do diretor "Cidade de Deus" e "O Jardineiro Fiel" estava parte da equipe responsável pela cerimônia de abertura das primeiras Olimpíadas da América do Sul.

Após 120 anos de espera do continente, os anéis olímpicos chegam ao Brasil em um momento de grande polarização, depois de meses de uma forte crise política e econômica, o que tornou o orçamento da cerimônia o menor das últimas edições.

O presidente responsável por declarar o início dos Jogos Olímpicos, Michel Temer, está no cargo interinamente até que o Senado decida sobre a destituição de Dilma Rousseff, longe do poder desde maio.

A presidente afastada, que não comparecerá à cerimônia de abertura, acusa aquele que foi seu vice-presidente durante cinco anos de traição e denuncia ser vítima de um "golpe de Estado".

Os organizadores da cerimônia negaram, no entanto, a existência de mecanismos para camuflar as possíveis vaias a Temer e tentaram desvincular a política do espetáculo.

"As cerimônias olímpicas ficam na memória coletiva, mas as pessoas não se lembram quem era o presidente (de governo) da Espanha em Barcelona-92 ou em Atlanta-96. Você lembra do espetáculo, de Muhammad Ali com a mão tremendo ao acender a pira ou do arqueiro que lançou a flecha em Barcelona", disse Marco Balich, produtor executivo do espetáculo.

Apesar das declarações dos diretores da festa, vários protestos estão programados para sexta-feira nas ruas do Rio de Janeiro, organizados por grupos contrários ao presidente interino.

Os manifestantes pretendem aproveitar as atenções do mundo voltadas para o Brasil nas próxima duas semanas por conta dos Jogos Olímpicos.

Protestos estão marcados pela manhã na praia de Copacabana e mais tarde na área do Maracanã.

Da mesma forma, os diretores negaram que o espetáculo incluiria uma cena em que a supermodelo Gisele Bundchen parecia ser assaltada por um jovem, como chegou a ser publicado pela imprensa.

Pelé e o mistério da pira olímpica

Questionados sobre o responsável por acender a pira olímpica, mais mistério.

"Pelé não mentiu no que disse", limitou-se a afirmar o diretor de comunicação da Rio-2016, Mario Andrada.

Principal candidato a ter a honra de acender a pira, o rei do futebol, considerado o atleta do século XX, afirmou na terça-feira que precisava solucionar a liberação de uma viagem internacional para participar no evento - o que foi resolvido.

Além disso, o mito do esporte tem um problema no quadril, informou seu assessor à AFP nesta quinta-feira.

Pelé conseguiu se liberar dos compromissos que tinha esta semana com seus patrocinadores, programados pelo grupo americano Legends 10, que o representa, mas sofre de dores no quadril que comprometem sua mobilidade, explicou seu assessor José Fornos Rodrigues, conhecido como Pepito.

"A liberação (dos compromissos) já não é o problema, mas a dor está afetando sua mobilidade. Inclusive foi ao médico para ver como está. Ainda não sabemos se poderá participar da cerimônia para acender a pira (...) apesar de estar se esforçando".

Com 75 anos e sucessivas cirurgias no quadril, Pelé anda com dificuldade, atualmente com a ajuda de uma bengala.

Pelé disse esta semana que tanto o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, como o do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, o convidaram para ser o protagonista deste momento simbólico dos Jogos Olímpicos, mas que tinha assumido compromissos antes do convite.

"Tenho contratos e deveria estar viajando. Se conseguir cancelar os compromissos, gostaria de ter a honra de participar disto. Se vou estar aqui para acender a pira ainda não posso afirmar", afirmou.

Pelé jamais participou dos Jogos Olímpicos, mas em meados de junho o COI lhe entregou em seu próprio museu, na cidade de Santos, a Ordem Olímpica por sua dedicação ao esporte.

Com 1.363 partidas e 1.281 gols marcados, Pelé é reconhecido como o melhor jogador de todos os tempos.

A cerimônia de abertura, que deve contar com a participação de grande parte dos mais 10.000 atletas de 206 países que competirão no Rio entre 5 e 21 de agosto começará às 20H00 e será assistida por três bilhões de telespectadores.

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AFP