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Uma mulher recebe vacina no estado de Minas Gerais, no dia 13 de janeiro de 2017

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O Rio de Janeiro decidiu nesta quinta-feira (16) antecipar uma campanha de vacinação contra a febre amarela, após confirmar ontem a primeira morte causada pela doença desde o surgimento deste novo surto.

A epidemia foi declarada em janeiro, em Minas Gerais.

Segundo os últimos dados oficiais, desde então foram confirmados 424 casos e 137 mortes em todo o país. Há ainda 993 casos em investigação.

O Rio, com dois casos confirmados - uma pessoa morreu e outra está hospitalizada -, deveria receber nesta quinta-feira um milhão de vacinas suplementares. A população total do estado é de 16,5 milhões de habitantes.

A campanha oficial se concentrará em 25 municípios da parte norte do estado.

Mas a preocupação atingiu outras regiões. No Rio, eram feitas filas em frente aos centros de vacinação.

Este é o pior surto de febre amarela no Brasil desde o início dos registros, em 1980.

É o maior registro de mortes por febre amarela nos últimos 14 anos, segundo uma série elaborada pelo Ministério da Saúde, que relatou 23 óbitos em 2003, 27 em 2008 e 17 em 2009. Em 2015, as mortes se limitaram a cinco casos.

A febre amarela causa altas temperaturas, calafrios, cansaço, dor de cabeça e muscular, e costuma ser acompanhada de enjoos e vômitos. Os casos agudos são raros e podem acabar em insuficiência renal e hepática, icterícia (olhos e pele amarelados) e hemorragias.

AFP