Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Rua inundada no centro de Assunção, Paraguai, em 2 de julho de 2014

(afp_tickers)

As águas do rio Paraguai começaram a inundar, nesta quarta-feira, as ruas próximas ao centro de Assunção, onde 16 mil famílias tiveram que deixar suas casas, comprovou um jornalista da AFP.

A avenida Stella Maris, que passa em frente à sede do quartel da Marinha de Guerra, a duas quadras do porto, está alagada em grande parte de sua extensão.

A cheia do rio já atingiu um nível de sete metros e 20 centímetros e superou as previsões dos especialistas, admitiu o porta-voz da Secretaria de Emergência Nacional (SEN), Joaquín Roa.

Barricadas feitas com sacos de areia e muros de contenção não conseguiram impedir o avanço das águas.

As autoridades estimam que em uma semana as águas podem chegar à avenida Colombo, nas proximidades do porto.

"O rio está chegando ao auge de sua cheia e em 15 dias já pode registrar uma baixa constante", constatou o diretor de Hidrologia da Administração Portuária, Luis Ávila, em uma previsão otimista.

De acordo com Ávila, as 16.000 famílias deslocadas são de nove bairros ribeirinhos que fazem parte do cinturão pobre da cidade.

A maior cheia de que se tem memória data de 1983, quando o rio Paraguai subiu nove metros e as águas chegaram à rua Palma, no centro da cidade.

O comportamento do rio também repercute no lixão de Assunção, conhecido como Cateura.

Uma comissão interinstitucional pediu ao Congresso que seja declarado estado de emergência em Cateura e, dessa forma, liberar fundos destinados a proteger as lagoas onde estão depositados poluentes.

"São 40 milhões de litros que têm metais pesados. Caso o dique (de uns dois hectares) se rompa, o líquido vai se misturar com as águas do rio", reforçou.

Cateura reúne em 40 hectares todo o lixo de Assunção e região metropolitana com mais de 1.500.000 habitantes.

A administração municipal de Assunção interrompeu na sexta-feira o despejo de lixo em Cateura e determinou sua transferência para o departamento (estado) vizinho de Presidente Hayes.

A Direção de Meteorologia advertiu na quarta-feira que as chuvas continuarão até o fim de semana.

AFP