Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(Arquivo) Um "robô cirurgião" é aprensentado em Villejuif, França, no dia 26 de novembro de 2014

(afp_tickers)

Um robô médico que se dobra, estica e desliza, como o braço de um polvo: este é o protótipo apresentado nesta quinta-feira por cientistas italianos na revista britânica especializada Bioinspiration & Biomimetics.

O braço robótico, especificamente concebido para cirurgias minimamente invasivas, também é capaz de lidar com órgãos moles sem danificá-los. Parte do braço pode segurar um órgão enquanto outra opera.

O "braço polvo" é composto por dois módulos idênticos conectados entre eles. Os módulos são divididos em três câmaras cilíndricas que podem ser conduzidas separadamente.

"O polvo não tem uma espinha dorsal rígida e adapta a forma de seu corpo ao ambiente", explica Tommaso Ranzani, principal autor do estudo. O objetivo: permitir que a cirurgia possa acessar partes estreitas do abdômen ou outras pequenas partes do corpo.

Como o octópode, o robô pode alterar a rigidez de seu braço. De ferramenta rígida, ele torna-se ferramenta flexível, uma vantagem sobre os instrumentos cirúrgicos tradicionais, segundo pesquisadores da Escola Superior Sant'Anna, na cidade italiana de Pisa, onde foi criada a invenção.

O dispositivo poderia reduzir o número de instrumentos necessários para uma intervenção e, portanto, o número de incisões.

"Um único procedimento cirúrgico muitas vezes requer o uso de vários instrumentos como fórceps, afastadores, sistemas de visão e dissectores", explicou Tommaso Ranzani. "Acreditamos que nosso robô é o primeiro passo para a criação de um único instrumento capaz de realizar todas essas tarefas ao mesmo tempo em que protege os órgãos".

Os testes mostram que o braço do robô pode ser dobrado até um ângulo de 255 graus, e que se estende até 62% do seu comprimento original. Sua rigidez pode ser aumentada de 60 a 200%. Simulações de operações com balões cheios de água para representar o corpo humano, demonstraram que o robô é capaz de manipular os órgãos ao mesmo tempo em que opera.

Outros pesquisadores em robótica cirúrgica já buscaram inspiração no mundo animal, e criaram máquinas que imitam, por exemplo, a cobra ou tromba do elefante.

AFP