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Robô que buscará rastros de vida em Marte se chama Rosalind Franklin

O astronauta britânico Tim Peake posa com um protótipo funcional do Franklin ExoMars da Rosalind Franklin afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. fevereiro 2019 - 20:41
(AFP)

Um robô fabricado no Reino Unido, cuja missão será tentar encontrar eventuais rastros de vida em Marte, foi batizado na quinta-feira (7) em homenagem à cientista britânica Rosalind Franklin.

Este pequeno veículo colocará suas seis rodas em Marte em 2021 com a tarefa de tirar fotos e amostras o planeta vermelho no âmbito da missão internacional ExoMars.

Foi oficialmente batizado nesta quinta-feira, na presença, entre outros, do astronauta britânico Tim Peake, nas instalações da Airbus na localidade inglesa de Stevenage, onde foi fabricado.

A missão de Rosalind será "buscar rastros de vida além do planeta Terra" e estudar a composição do solo e o entorno para responder à grande pergunta: "É possível encontrar uma vida primitiva no planeta vermelho?", explicou David Parker, diretor de exploração robótica e humana na Agência Espacial Europeia (ESA).

A primeira parte da missão internacional ExoMars ocorreu em 2016 e consistiu na entrada em órbita da sonda científica TGO, graças à qual Rosalind poderá transmitir suas informações à Terra.

Antes de começar, no fim de 2020, uma viagem de seis meses e de dezenas de milhares de quilômetros, Rosalind foi submetida a uma série de testes para garantir que é capaz de suportar temperaturas extremas e fortes vibrações.

Uma vez em Marte, poderá trabalhar até cinco horas por dia, avançando seus 300 kg a 40 metros por hora graças à energia gerada por seus painéis solares, e identificando seu caminho graças a detectores ópticos.

Para coletar amostras, poderá perfurar o solo marciano em até dois metros de profundidade.

Seu nome foi escolhido por um júri de especialistas, após um concurso aberto ao público, no qual participaram 30.000 pessoas. Presta homenagem à cientista Rosalind Franklin (1920-1958), cujos trabalhos permitiram descobrir a estrutura do DNA.

Franklin "nos ajudou a entender a vida na Terra e agora sua homônima fará a mesma coisa em Marte", afirmou o secretário de Estado britânico de Pesquisa e Ciência, Chris Skidmore.

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