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Combatentes do Exército Síria Livre, em Al-Bab, no dia 8 de janeiro de 2017

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Os próximos avanços tecnológicos transformarão a arte da guerra, darão um papel preponderante aos robôs, como os drones, e permitirão equilibrar as diferenças entre Estados ou entre estes e grupos terroristas, afirmaram nesta quarta-feira especialistas reunidos em Davos.

Em uma mesa redonda realizada no Fórum Econômico Mundial de Davos e dedicada ao "futuro da guerra", vários especialistas consideraram que estes progressos são ineludíveis e que poderiam implicar riscos que devem ser levados em conta o quanto antes.

"Certamente veremos cada vez mais missões militares encarregadas a robôs", afirmou a americana Mary Cummings, professora especializada em interação entre humanos e robôs na Universidade de Duke (Estados Unidos).

"Israel já anunciou sua intenção de substituir todos seus pilotos por robôs, e nos Estados Unidos, alguns generais asseguraram que o último piloto de caça da história da força aérea do país já nasceu", acrescentou.

"A realidade é que as missões de caça e de bombardeio já são efetuadas muito melhor com aeronaves sem piloto do que com humanos. (...) É mais seguro para a força aérea americana enviar um drone para uma missão de bombardeio", disse a pesquisadora.

Para a ministra holandesa da Defesa, Jeanine Antoinette Plasschaert, "este tipo de arma é uma evolução definitiva, já não há volta atrás".

"Por exemplo, vamos estar frente a sistemas de inteligência artificial capazes de modificar, durante uma missão, suas próprias regras de combate. Por isso a dimensão ética e o controle humano deste tipo de armas são tão importantes", acrescentou.

A difusão rápida e em grande escala das tecnologias civis que podem se adaptar facilmente a um uso militar reduzirá as diferenças entre nações ou, inclusive, entre os exércitos melhor equipados e os grupos terroristas, ressaltaram os participantes da conferência.

Assim, um caça-bombardeiro americano F-38, a próxima geração de aeronaves da força aérea dos Estados Unidos, poderá ser neutralizado por uma série de pequenos drones fabricados em impressoras 3D por um custo irrisório.

"O Estado Islâmico pode imprimir em 3D milhares de drones, equipá-los com armas convencionais ou biológicas e provocar danos muito maiores" que um bombardeio cirúrgico de um aparelho de última geração, apontou Cummings.

"A barreira de entrada tecnológica baixou tanto que qualquer um pode ter este tipo de drones. (...) Acredito que o Google e o Facebook já dispõem de tecnologias de drones superiores às das agências de inteligência de todos os países", acrescentou.

AFP