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Rodeado da família e trabalhadores rurais, Castillo pede por 'tranquilidade' no Peru

O candidato presidencial peruano Pedro Castillo (C) participa, acompanhado de sua família, de um café da manhã com jornalistas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. junho 2021 - 17:25
(AFP)

Cercado de familiares e trabalhadores rurais, o candidato da esquerda, Pedro Castillo, pediu neste domingo (6) por "tranquilidade" diretamente de sua fazenda em Cajamarca, enquanto os peruanos compareciam à votação presidencial com resultado ainda imprevisível.

Depois de uma campanha cansativa, Castillo participou de um café da manhã em família no pátio interno de sua casa no vilarejo de Chugur.

"Peço a tranquilidade do povo peruano", contou, em uma pausa aos jornalistas, este professor, vestido com casaco marrom e chapéu branco, típico dos trabalhadores rurais do norte de Cajamarca, e usando uma máscara.

"Tenho certeza de que esta festa [a votação] será totalmente democrática. Seremos respeitosos assim que houver um resultado oficial" da contagem dos votos, disse o candidato de 51 anos.

Entre a dezena de participantes do café da manhã estavam seus pais, Ireño e Lavila, sua esposa Lilia Paredes, alguns de seus oito irmãos, assim como seus filhos Arnol, de 16, e Alondra, de seis.

Jennifer Paredes, de 23 anos, filha adotiva de Castillo, fez uma breve oração no início do café da manhã, cujo cardápio era caldo de galinha com grandes bolos camponeses com queijo, enquanto a música "El condor pasa" era tocada em um aparelho de som.

Acima da cena, do parapeito do segundo andar, pendia uma imagem de Jesus rodeado de ovelhas, com a legenda em inglês: "O Senhor é meu pastor".

- "Nas mãos de Deus" -

Uma multidão de trabalhadores do campo o recebeu na praça central de Tacabamba na noite de sábado, após o candidato chegar de Lima, onde encerrou sua campanha na quinta-feira.

As casas de Tacabamba estavam sinalizadas com cartazes e lápis gigantes, símbolo da campanha de Castillo, pendurados nas portas dos estabelecimentos.

"Há dois projetos no momento", declarou o candidato referindo-se ao seu programa eleitoral, que propõe uma ação maior do Estado na economia, e de sua rival de direita, Keiko Fujimori, forte defensora do livre mercado.

"Deixo nas mãos de Deus que o povo peruano faça o que é mais justo e o que é mais correto".

Referências a Deus e passagens bíblicas nunca faltam em seus discursos, nem nos de Fujimori. Ambos os candidatos são católicos conservadores, mas a esposa de Castillo é evangélica.

"Amo a minha pátria, amo muito esta terra e amo Tacabamba, a terra onde nasci", acrescentou Castillo à multidão, que trouxe grande surpresa ao liderar a votação no primeiro turno eleitoral, no dia 11 de março. Dali, partiu para casa.

O influente jornalista César Hildebrandt escreveu na publicação que leva seu nome que, caso o professor rural ganhasse, "seria o primeiro presidente sem nenhum contato com as elites. É verdade: não há vínculo algum que vincule Castillo ao empresariado, os militares e à academia".

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