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Parlamento da Romênia aprova lei para proibir o uso de tigres, leões, ursos e outros animais selvagens nos circos do país

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O uso de tigres, leões, ursos e outros animais selvagens será proibido nos circos da Romênia, depois que o Parlamento do país aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que foi bem recebido por grupos de direitos dos animais.

Nenhum animal "nascido em cativeiro ou capturado na natureza", independentemente do quão domesticado seja, poderá ser usado em shows públicos, diz o texto.

Os circos terão 18 meses para cumprir a lei e transferir seus animais para reservas ou zoológicos.

"Nenhum tigre, leão, urso ou elefante mais sofrerá na Romênia para a diversão das pessoas", disse Magor Csibi, diretor da ONG WWF Romênia, em um comunicado. "Nossa sociedade está evoluindo".

A lei ainda deve ser promulgada pelo presidente romeno, Klaus Iohannis, antes de entrar em vigor.

Os proprietários de circos poderão enfrentar acusações criminais e penas de um ano de prisão se não cumprirem as novas regras.

Os circos ainda poderão usar alguns animais, como golfinhos e aves exóticas, em determinadas situações.

A decisão do parlamento chega depois que 11 animais, incluindo dois tigres, morreram em janeiro passado em um incêndio em um prédio que abrigava animais para o Globus Circus da Romênia, em Bucareste.

Após o incidente, uma campanha pública para proibir o uso de animais treinados em circos - que reuniu mais de 60.000 assinaturas - também pressionou as autoridades para que agissem.

Seis países da União Europeia já implementaram proibições a circos que utilizam animais selvagens, enquanto cerca de 15 outros Estados têm restrições parciais.

No Brasil, 11 estados contam com leis que proíbem o uso de animais em circos, entre eles Rio de Janeiro e São Paulo.

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