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Ronaldinho Gaúcho segue em prisão preventiva no Paraguai

Ronaldinho Gaúcho chega ao Palácio da Justiça de Assunção, em 6 de março de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. março 2020 - 11:59
(AFP)

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto, mais conhecido como Assis, irão permanecer em prisão preventiva no Paraguai, acusados de posse de documentos paraguaios adulterados, informou a justiça do país neste sábado (7).

"Eles cometeram um ato punível grave que atenta contra o Estado", declarou em coletiva de imprensa em Assunção a juíza paraguaia Clara Ruiz Díaz ao justificar a decisão de manter Ronaldinho e seu irmão detidos.

Os irmãos foram levados em comboio policial até a sede do Grupamento Especializado da Polícia, quartel onde passaram a noite de sexta (6) e para onde voltaram após deporem por cerca de sete horas neste sábado.

A juíza Ruiz Díaz admitiu que os advogados de Ronaldinho pediram prisão domiciliar para o astro e seu irmão, mas que o pedido não foi aceito porque o caso não apresenta os requisitos necessários.

"Eles entraram e permaneceram de maneira ilegal no país. Foram reunidos os requisitos exigidos para a prisão preventiva no Grupamento Especializado da Polícia", completou a juíza, acrescentando que a investigação terá legalmente seis meses para reunir provas.

Ronaldinho Gaúcho e Assis haviam apresentado passaportes paraguaios adulterados às autoridades de imigração ao desembarcarem no aeroporto internacional de Assunção, na quarta-feira (4).

- "Irracional, arbitrária e leviana" -

O advogado que representa Ronaldinho e seu irmão, Tarek Tuma, classificou de "irracional, arbitrária e leviana" a decisão da juíza, garantiu que seus clientes "não cometeram qualquer crime contra a República do Paraguai" e que irá recorrer imediatamente.

Ainda segundo Tuma, a juíza "violou o código penal e a Constituição" paraguaia, já que "o sistema paraguaio permite dar uma saída se a pessoa reconhece que o documento usado não é válido".

O advogado lembrou também que o primeiro promotor responsável pelo caso, Federico Delfino, havia decidido liberar Ronaldinho e seu irmão.

A Procuradora-Geral do Estado, Sandra Quiñonez, ordenou a substituição dos promotores do caso, que recomendavam a liberdade dos brasileiros.

O novo representante do Ministério Público no processo, Osmar Legal, ordenou a captura de ambos e seu encaminhamento para a sede do Grupamento Especializado.

O advogado de Ronaldinho afirmou que o ex-jogador admitiu o uso de documento falso. "Ele aceitou o fato pelo qual está sendo acusado", disse.

Ronaldinho "se submeteu ao processo, ofereceu uma reparação, mas mesmo assim teve imposta a prisão preventiva", lamentou Tuma.

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