Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O presidente Paul Kagame durante ato de campanha em Kigali no dia 2 de agosto

(afp_tickers)

Os ruandeses comparecem às urnas nesta sexta-feira para uma eleição presidencial que tem como favorito absoluto Paul Kagame, homem que governa o país com mão de ferro desde 1994 e que aspira um terceiro mandato de sete anos.

Visionário para alguns e déspota para outros, o presidente de Ruanda, de 59 anos, tem dois adversários relativamente desconhecidos e que foram quase ignorados em uma campanha de três semanas dominada pela Frente Patriótica Ruandesa (FPR), partido que domina todas as esferas da sociedade do pequeno país.

Quase 6,9 milhões de pessoas estão registradas para votar em todo o país.

Na quarta-feira, Kagame reuniu milhares de pessoas nas ruas de Kigali em seu último evento de campanha. Os outros candidatos, Frank Habineza, líder do único partido de oposição tolerado em Ruanda, e o independente Philippe Mpayimana criticaram o pouco tempo para arrecadar recursos e a campanha curta.

O próprio Kagame não tem dúvidas de sua vitória e repete que o resultado das eleições ficou selado em 2015, quando o povo decidiu em referenod (98% dos votos) uma modificação da Constituição, criticada pelos observadores, que permite a ele candidatar-se a um terceiro mandato de sete anos e, em caso vitória, se candidatar a outras duas eleições presidenciais.

Kagame poderá, portanto, permanecer na presidência até 2034. O presidente é líder de fato de Ruanda desde que o FPR derrubou, em julho de 1994, o Governo extremista hutu que desencadeou o genocídio de 800.000 pessoas, principalmente membros da minoria tutsi.

Primeiro foi vice-presidente e ministro da Defesa, dirigindo o país nas sombras, antes que o Parlamento o nomeasse presidente em .

Em 2003 e 2010, foi reeleito pelos ruandeses com mais de 90% dos votos.

O presidente é considerado o principal artífice do espetacular desenvolvimento econômico de um país que sofreu muito com o genocídio, mas os grupos defensores dos direitos humanos o acusam de não respeitar a liberdade de expressão e de reprimir qualquer tipo de oposição.

Os resultados das eleiçõies serão conhecidos neste sábado.

AFP