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(Arquivo) O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, conversa com jornalistas em Baabda, em 3 de novembro de 2016

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Saad Hariri, que anunciou neste sábado (4) sua demissão como primeiro-ministro libanês um ano após sua nomeação, mostra-se muito crítico com o movimento xiita Hezbollah e com seus aliados sírios e iranianos.

O político, de 47 anos, nasceu na Arábia Saudita, país onde seu pai, o bilionário dirigente Rafic Hariri, assassinado em 2005, havia feito fortuna.

Dirigia a grande empresa construtora Oger, muito endividada atualmente, quando a família lhe pediu em abril de 2005 que assumisse o posto político do pai.

Liderou o governo libanês pela primeira vez entre 2009 e 2011, antes de voltar ao poder em novembro de 2016, com o objetivo de restabelecer sua proeminência na comunidade muçulmana sunita e contrabalançar o poder do Hezbollah xiita, o qual enfrentou durante toda sua carreira política.

Ele não conseguiu, porém, dominar o poderoso movimento, única formação libanesa que não deixou as armas ao fim da guerra civil (1975-1990).

Em Riad, de onde anunciou sua renúncia, este protegido da Arábia Saudita acusou o Hezbollah e o Irã de "controlarem" o Líbano.

"Sinto que minha vida está na mira", acrescentou, afirmando que o Líbano vive uma situação similar à de antes do assassinato de seu pai, opositor a Damasco, em um atentado em Beirute.

O primeiro-ministro demissionário acusa o governo sírio de ter planejado o atentado de seu pai e, em 2005, pediu a saída das tropas sírias do Líbano.

O Hezbollah, do qual cinco membros são acusados de envolvimento na morte de seu pai, apoia a Síria sem reservas.

As tropas sírias se retiraram do Líbano em abril de 2005, após 29 anos de presença, levando à vitória nas eleições legislativas da corrente hostil a Damasco, liderada por Hariri.

- Falta de firmeza -

Em 2008, confrontos entre partidários do líder sunita e do movimento xiita estiveram a ponto de causar uma nova guerra civil no Líbano.

Formada em 2007 e dirigida por Hariri, a Corrente do Futuro voltou a ganhar as legislativas em 2009.

Hariri se tornou primeiro-ministro e formou um governo de unidade que durou até o início de 2011, quando vários ministros do Hezbollah renunciaram.

O dirigente libanês abandonou o país, voltando em junho de 2016.

Para retornar ao poder, em outubro de 2016 anunciou o apoio a um de seus rivais, Michel Aun, na eleição presidencial.

Aun venceu, e Hariri foi nomeado primeiro-ministro em 3 de novembro de 2016.

Frente ao Hezbollah e ao Irã, outro aliado importante de Damasco, Hariri se tornou um incansável defensor da Arábia Saudita, rival de Teerã e adversário de Assad.

Além de seus problemas financeiros, o ex-primeiro-ministro enfrenta uma oposição interna nas fileiras sunitas no Líbano, onde alguns o acusam de ser muito "brando" com o Hezbollah.

Formado em Ciências Econômicas pela Universidade americana de Georgetown, Hariri, que também tem nacionalidade saudita, é casado com a síria Lara Bashir Azm, cuja família exerceu o poder na Síria nos anos 1950.

O casal tem três filhos que vivem com a mãe na Arábia Saudita.

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AFP