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Jornalistas fotografam o Mercedes AMG GT Roadster, no Salão de Paris, no dia 29 de setembro de 2016

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O Salão Mundial do Automóvel de Paris abre suas portas nesta quinta-feira aos profissionais, impulsionado pelas boas cifras do setor após anos de crise, mas com práticas e normas em plena mutação.

O Parque de Exposições de Paris se prepara para acolher a dezenas de milhares de profissionais e jornalistas. O evento será aberto ao público de sábado ao dia 16 de outubro.

Os líderes do setor, que apresentarão as novidades tecnológicas, encaram esse grande mundial animados graças à recuperação do mercado europeu, novamente movimentado após a crise de 2008-2013.

As compras dos veículos particulares aumentaram 8,1% na União Europeia desde o início do ano. Os níveis anteriores à crise estão próximos, mas alguns especialistas acreditam que o 'Brexit' poderá reverter essa tendência em 2017.

Além da ambição de conquistar um mundo que antes não havia adquirido tantos veículos - 87 milhões 2015 frente a 62 milhões em 2009 -, os fabricantes devem enfrentar outros desafios.

´W o caso da Volkswagen que, um ano depois do escândalo de fraude de emissões que afetou 11 milhões de veículos de motor a diesel, tenta dar uma guinada de 180 graus aos motores elétricos.

"Mobilizaremos todos os recursos disponíveis para chegar ao início da crise e resolver todos os problemas. Realizamos progressos importantes", disse o presidente de Volkswagen, Matthias Müller, na noite de quarta-feira em Paris.

Mas o setor entrou em uma era de desconfiança. Na França, uma comissão de especialistas confirmou que existem diferenças abismais entre as emissões poluentes reais e o indicado pelas fichas técnicas, o que gera dúvidas sobre fraudes cometidas por outros fabricantes.

As autoridades atualizarão em breve as normas, para torná-las mais rígidas. Os fabricantes deverão reduzir suas emissões nocivas de óxidos de nitrogênio (NOx), em favor da saúde pública, e de CO2, uma das causas do aquecimento global.

- Adeus ao diesel -

Os motores a diesel estão na mira do evento. "O Salão de Paris, com suas novidades, marca de certa forma o adeus dos fabricantes de carros a diesel", estima o especialista alemão de automóveis Ferdinand Dudenhöffer.

Marcas como VW, Opel, Renault e Mercedes exibem em Paris seu compromisso com o carro elétrico.

Outra grande tendência é o uso dos carros de aluguel em vez de carros próprios, uma tendência que pode ganhar força com a chegada dos veículos autônomos na próxima década.

O 'Brexit' também recebe a atenção de todos. Os diretores do setor do automóvel britânicos se reuniram nesta quarta-feira em Paris e reiteraram seu pedido pela manutenção de livre circulação de bens e pessoas na UE.

No total, unas 200 marcas estarão presentes no Salão Mundial do Automóvel de Paris. Ao menos sete (Ford, Mazda, Volvo, Aston Martin, Lamborghini, Bentley e Alpine) brilharão por sua ausência, céticas sobre a importância comercial do evento.

Os organizadores do evento afirmam que o Salão de Paris, cujas raízes remontam a 1898, é o evento mais popular do setor, com 1,25 milhão de visitantes em sua última edição em 2014.

O evento se organiza a cada dois anos em alternância com Frankfurt.

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AFP