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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (E), e seu homólogo colombiano, Juan Manuel Santos

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, avaliou nesta quarta-feira que a crise com a Venezuela não será resolvida com o fechamento de mais pontos de passagem na fronteira comum, como decidiu seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.

"Não é ampliando o fechamento da fronteira que nos aproximaremos de uma solução para este tema", disse Santos horas após Maduro anunciar novas restrições ao trânsito de pessoas e mercadorias procedentes da Colômbia.

"Queremos um diálogo respeitoso, franco e sincero, baseado em fatos e realidades", afirmou Santos na Casa de Nariño, sede da presidência.

Santos destacou que está "disposto" a se encontrar com Maduro para alcançar "soluções concretas", e revelou ter conversado com o presidente do Equador, Rafael Correa, para que continue promovendo a reunião.

"Todos querem virar logo esta página", disse o presidente, ao lado da chanceler María Ángela Holguín, após afirmar que para "combater com sucesso o contrabando e as quadrilhas" é necessário um trabalho conjunto, já que a fronteira é "uma responsabilidade comum".

Na véspera, Maduro decretou o estado de exceção em mais 10 municípios da fronteira com a Colômbia, quase um mês após a operação contra o contrabando que provocou o fechamento de vários pontos de passagem entre os dois países.

O presidente explicou que as zonas envolvidas correspondem aos municípios de Páez, Rómulo Gallegos e Pedro Camejo, no estado de Apure; e os municípios de Jesús Enrique Losada, Rosario de Perijá, Machiques de Perijá, La Cañada Urdaneta, Jesús María Semprún, Catatumbo e Colón, no estado de Zulia.

A tensão entre Venezuela e Colômbia começou exatamente em 19 de agosto, quando Caracas decretou o fechamento de parte da fronteira após um ataque a militares venezuelanos que Maduro atribuiu a "paramilitares colombianos".

Colômbia e Venezuela compartilham uma porosa fronteira de 2.219 km, na qual denunciam a atividade de grupos ilegais que lucram com o contrabando de combustíveis e outros produtos altamente subsidiados pelo governo venezuelano.

AFP