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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, cumprimenta menino durante visita a abrigos em Villa del Rosario, onde permanecen os colombianos deportados pelas autoridades venezuelanas, em 29 de agosto

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta terça-feira que seu governo desistiu de participar da reunião da União das Nações Sul-Americanas para tratar da crise na fronteira com a Venezuela, e negou as acusações de Nicolás Maduro sobre um plano para assassiná-lo.

"Quanto à Unasul, havíamos pedido uma reunião de emergência que nunca se deu, então desistimos desta reunião", disse Santos em mensagem à Nação sobre a crise na fronteira entre Colômbia e Venezuela.

Santos tomou a decisão de não participar da reunião da Unasul um dia após seu pedido para uma reunião extraordinária de chanceleres do hemisfério ser negado pela OEA, organismo com sede em Washington.

Apesar de reconhecer o "revés" sofrido na OEA, Santos informou que a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, recorrerá a instâncias como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a Organização Internacional de Migrações e o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.

No mesmo discurso, Santos negou qualquer plano para matar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, com a "anuência" de seu governo, como afirmou o próprio líder venezuelano na véspera.

"Quem poderia sequer considerar que, de Bogotá, com a anuência e a vista grossa do meu governo, se planejaria atentar contra a vida do presidente Maduro? Se outros caem na paranoia, nós persistiremos na serenidade de nossas ações".

A crise bilateral teve início em 19 de agosto, quando Caracas ordenou o fechamento de vários pontos de passagem, após um ataque de desconhecidos a militares venezuelanos que realizavam uma operação anti-contrabando.

Maduro justificou o fechamento como parte de uma ofensiva contra paramilitares colombianos financiados pelo contrabando fronteiriço e que pretendem, segundo o presidente, desestabilizar seu governo.

Desde então, cerca de 1.100 colombianos foram deportados, enquanto outros 10.000 cruzaram a fronteira por medo de serem expulsos, separados de suas famílias e perder seus pertences, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

A crise se agravou depois de ambos países chamarem para consultas seus embaixadores em 27 de agosto.

AFP