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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em visita ao México, em 8 de maio de 2015

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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em visita ao México, ordenou nesta sexta-feira o reforço da ofensiva contra o ELN depois da exibição que guerrilheiros deste grupo teriam feito da perna amputada de um militar, o que denominou de "ato de barbárie".

O presidente está na Cidade do México, fazendo uma curta visita de Estado na qual os dois países, parceiros da Aliança do Pacífico, selaram uma associação estratégica que inclui acordos sobre segurança.

Antes de ser recebido pelo Senado mexicano e pelo presidente Enrique Peña Nieto, Santos expressou seu repúdio aos informes de que um militar que participava na instalação de um parque infantil em Convención (norte de Santander, noroeste) foi vítima da explosão de uma mina antipessoal colocada pelo ELN (Exército de Libertação Nacional, guevarista).

Embora desde 2012, o governo da Colômbia celebra negociações de paz com a guerrilha comunista das Farc em Havana, um diálogo com o ELN não começou ainda.

O governo colombiano denuncia que a explosão arrancou as duas pernas deste homem, primeiro cabo do Exército, e que guerrilheiros do ELN exibiram depois um dos membros como "troféu".

Colocar minas "já é um ato de selvageria" mas "mostrar uma perna como troféu ao lado de um colégio, isto é um ato de barbárie que beira o doentio", disse Santos a jornalistas.

Minha ordem dada ao Exército "é intensificar (a ofensiva) contra o ELN" e "redobrar os esforços contra esta organização criminosa", reforçou Santos.

Ao mesmo tempo, Santos reafirmou o desejo de estabelecer uma negociação de paz com o ELN.

"O ELN é parte desta guerra, parte deste conflito e o ideal seria que chegássemos a um acordo com os dois grupos", afirmou o presidente em uma entrevista à emissora Televisa.

O ELN, que tem 2.500 combatentes, revelou em junho que celebrava negociações exploratórias com o governo com vistas a estabelecer uma mesa de negociações paralela à das Farc.

AFP