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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em Bogotá, no dia 20 de julho de 2015

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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, reiterou nesta segunda-feira sua disposição para dialogar com seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, para resolver a atual crise bilateral.

"Reitero minha disposição para reunir-me com o presidente Maduro para que através de um diálogo sério e respeitoso possamos resolver os problemas da fronteira, que afetam tanto colombianos como venezuelanos", disse Santos em declaração.

O presidente contou que na semana passada falou com o presidente do Uruguai, Tabaré Vásquez, que lhe "ofereceu seus bons ofícios para facilitar o diálogo com a Venezuela".

"Aceitei sua oferta e o comuniquei que estou disposto que esta reunião seja, inclusive, em Montevidéu se isso for considerado necessário", acrescentou.

Santos resssaltou que a condição para o encontro "é que nunca mais se violem os direitos humanos de nossos compatriotas" e que sejam cumpridas as "condições humanitárias", pelas quais as centenas de deportados devem recuperar seus pertences.

Sobre as medidas tomadas frente a crise, Santos disse que nesta segunda-feira a chanceler María Ángela Holguín se reuniu na Suíça com o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos a fim de informá-lo sobre a situação, enquanto, internamente, foi decretada emergência econômica nas áreas fronteiriças.

Entre as medidas que serão tomadas pelo decreto estão "reinstalar na Colômbia as fábricas que funcionavam na Venezuela, diminuir os requisitos para criar empresas na fronteira e oferecer vantagens tributárias, de crédito e de financiamento para dinamizar a economia".

A crise entre Venezuela e Colômbia começou em 19 de agosto com o fechamento da fronteira por Maduro, depois de um ataque a militares venezuelanos durante uma operação anti-contrabando, que o mandatário atribuiu a "paramilitares colombianos".

A tensão aumentou há pouco mais de uma semana, quando os dois países chamaram seus embaixadores para consultas.

Segundo a ONU, a crise deixa pelo menos 1.355 colombianos deportados e mais de 15.000 deixaram a Venezuela por medo de serem expulsos sem suas famílias e pertences.

AFP